Afinal, o que é o suicídio? Por Dr. Gilvan Júnior

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Afinal, o que é o suicídio? Por Dr. Gilvan Júnior

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O suicídio é um fenômeno complexo que, através dos séculos, tem atraído a atenção de filósofos, teólogos, médicos, sociólogos, artistas e da sociedade como um todo.  Cada suicídio é uma tragédia que afeta famílias, comunidades e países inteiros e tem efeitos duradouros sobre as pessoas deixadas para trás.

Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos, o que resultado em cerca de 1 morte a cada 40 segundos. E para cada suicídio, há muito mais pessoas que tentam o suicídio a cada ano.

De longe, o fator de risco mais relevante para o suicídio é a tentativa anterior, ou seja, quem já tentou uma vez tem muito mais risco e chances de tentar outra vez e de conseguir.

Em 2016, 79% dos suicídios ocorreram em países de baixa e média renda, sendo a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Entre todas as profissões, aquela que mais comeu suicídio foram os médicos, associado, talvez, as longas jornadas de trabalho, ao lidar diariamente com muita dor e sofrimento e o fácil acesso a medicações de alta potência.

Com base nesse e outros dados, o suicídio tem sido apontado como um grave problema de saúde pública e sua prevenção deve ser uma grande prioridade para a sociedade.

Há muitos estudos que apontam uma relação estreita entre alguns transtornos mentais e suicídio, como depressão, ansiedade, doenças do espectro bipolar e esquizofrenia. No entanto, vários suicídios ocorrem em pessoas previamente sadias, de forma impulsiva em momento de crise, com um colapso na capacidade de lidar com os estresses da vida – tais como problemas financeiros, términos de relacionamento ou dores crônicas e doenças.

Além disso, o enfrentamento de conflitos, desastres, violência, abusos ou perdas e um senso de isolamento estão fortemente associados com o comportamento suicida. As taxas de suicídio também são elevadas em grupos vulneráveis que sofrem discriminação, como refugiados e migrantes; indígenas; lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI); e pessoas privadas de liberdade.

Para todos aqueles que enfrentam algum tipo de problema e apresentem ideação suicida, o CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone (188), e-mail e chat 24 horas todos os dias (https://www.cvv.org.br/).

Como um problema grave de saúde pública, requer a nossa atenção, mas, infelizmente, a sua prevenção e controle não são tarefas fáceis. A prevenção do suicídio envolve toda uma série de atividades, que vão desde o proporcionar as melhores condições possíveis para criar as nossas crianças e adolescentes, melhores condições de trabalho, passando pelo tratamento eficaz de problemas de ordem psicológica até ao controle ambiental de fatores de risco, como consumo de bebidas alcoólicas em excesso e uso de outras drogas.

Campanhas como a do Setembro Amarelo são um dos grande exemplo do que pode ser feito para combater e prevenir o suicídio. Esta campanha foi criada para a promover informações sobre a prevenção de suicídios, e falar sobre o tema de maneira responsável e solidária é uma forma de promover ajuda a quem precisa e de difundir conhecimentos sobre pensamentos suicidas, suicídio em si e saúde mental, sendo o dia 10 desse mês no qual se comemora o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Por tanto, disseminar informações e conscientizar a população em geral são elementos essenciais para o sucesso na prevenção desse grande e grave problema de saúde pública que é o suicídio.


Acadêmico na Faculdade de Medicina (FAMED) da Universidade Federal do Cariri (UFCA), Barbalha, Ceará. Brasil. Fundador e membro do Programa Caririense de Emergência e Trauma (PCET – FAMED/UFCA) e da Liga Acadêmica de Neurocirurgia e Neurologia do Cariri (LANNEC). Estagiário de UTI Neurológica do Hospital Santo Antônio de Barbalha. Membro dos seguintes Grupos de Pesquisa: Suicidologia (UFC/CE/BRASIL); Estudos de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Cariri (UFCA); Núcleo de Estudos Avançados em Doenças Tropicais (UFCA); Políticas, Planejamento e Gestão em Saúde (FMABC); e do Laboratório de Escrita Científica – LABESCI (UFCA). Tem experiência com publicações científicas em periódicos internacionais, com foco em estudos retrospectivos, como comunicações breves, revisões sistemáticas e meta-análise, tendo publicados mais de 20 artigos artigos científicos, e apresentando diversos resumos, trabalhos e palestras em eventos e congressos nacionais e internacionais. Foi Bolsista de Graduação Sanduíche no Exterior pelo programa Ciências sem Fronteiras (CNPq) na University of Liverpool, Inglaterra, Reino Unido (2015-2016). Realizou estágios de Neurocirurgia no The Walton Centro for Neurology and Neurosurgery em Liverpool; No Hospital da Restauração em Recife; No HGF de Fortaleza. Incia em outubro/2018 estágio no departamento de neurocirigia no Universitätsklinikum Hospital Tübingen, na Alemanha.

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Redação JMédico
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