Proteína envolvida no crescimento de tumor de mama é identificada

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Proteína envolvida no crescimento de tumor de mama é identificada

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Uma pesquisa publicada na última edição da revista Science Signaling lança esperança para o combate mais eficaz do câncer de mama triplo negativo que é um dos tipos da doença mais difíceis de tratar, pois falta um alvo que facilite o desenvolvimento e a ação de medicamentos. Dessa forma, as células doentes se espalham pelo corpo com mais facilidade.

Pesquisadores japoneses identificaram uma proteína ligada ao crescimento dessas células cancerígenas. Ao ser desativada, o tamanho dos tumores diminuiu. Por enquanto, o efeito foi observado em ratos se confirmado em humanos, poderá resultar em medicamentos com ações específicas contra esse carcinoma.

No experimento, os cientistas induziram o câncer de mama triplo negativo em ratos. Ao observar as células dos animais, descobriram um gene, o MAFK, que induz a produção da proteína chamada glicoproteína nmb (GPNMB). A GPNMB torna as células cancerígenas mais fortes, num processo chamado transição epitelial mesenquimal (EMT, pela sigla em inglês). O EMT é responsável por tornar as células cancerígenas mais agressivas e promove o crescimento diferenciado do tumor, em que as células cancerosas ganham propriedades migratórias e invasivas, o que contribui também para a metástase.

 

Após descobrir a ligação do MAFK com a GPNMB, os pesquisadores resolveram silenciar o gene nos ratos. Depois da intervenção, os tumores reduziram consideravelmente de tamanho. Segundo a equipe, os resultados mostram como o gene e a proteína podem se tornar potenciais alvos para a criação de medicamentos mais eficazes no tratamento do câncer de mama triplo negativo.

Segundo um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade de Tsukuba, no Japão, Mitsuyasu Kato, Acredita que, com esses dados, possa ser possível criar uma abordagem viável de terapias para combater esse câncer agressivo e, dessa forma, interferir em seu desenvolvimento e que Já estão pesquisando moléculas que possam agir com esse efeito, que se encaixem nesse objetivo farmacológico. Os autores darão continuidade à pesquisa e concordam que muito ainda precisa ser estudado até que os achados cheguem à clínica.

 

A médica do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, unidade de Brasília, Daniele Assad relata que o estudo japonês se soma a outras iniciativas científicas de busca por alvos moleculares para tratar o câncer de mama triplo negativo, porém, os resultados são bem iniciais.

“Os obstáculos surgirão em um possível desenvolvimento do remédio e o desafio será desenvolver um medicamento que possa bloquear o efeito dessa proteína. Nos ratos, eles conseguiram isso silenciando o gene envolvido, mas essa estratégia não pode ser usada em humanos. É necessário encontrar um medicamento que possa bloquear o efeito dessa proteína, que também está presente em células normais, o que torna esse processo mais complicado”, disserta a Dra Daniele.

 

Fonte: FENAM

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Redação JMédico
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