UFC: Pesquisa aponta composto extraído de árvore típica da caatinga como um grande cicatrizante

1º Congresso Jornal do Médico – Palavra do presidente Prof. Dr. João Ananias Machado Filho
10 de junho de 2019
Dia do Educador Sanitário!
11 de junho de 2019
Exibir tudo

UFC: Pesquisa aponta composto extraído de árvore típica da caatinga como um grande cicatrizante

Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

Uma pesquisa realizada no laboratório de Farmacologia e Bioquímica da Universidade Federal do Ceará, revelou o poder cicatrizante, antioxidante e anti-inflamatório das folhas e cascas da Sideroxylon obtusifolium, uma árvore nativa do semiárido, popularmente conhecida como Quixaba, muito usada em doenças inflamatórias na medicina popular. É característica do bioma da Caatinga e do cerrado, mas se estende até o Rio Grande do Sul e está presente também no Pantanal do Mato Grosso e no vale do São Francisco. A árvore está entre as espécies da Caatinga ameaçadas de extinção.

Os primeiros testes foram produzidos em protocolos in vitro (cultivo celular em ambiente controlado em laboratório) em células isoladas,  presentes na pele permitindo a simulação do processo de cicatrização. Depois de uma triagem, aplicou-se o composto em macrófagos (responsáveis pela defesa do organismo contra infecções e processos inflamatórios) e fibroblastos (atuantes na regeneração) oriundos de camundongos.O teste também aconteceu em queratinócitos humanos. “Nós tivemos excelentes resultados nos queratinócitos, pois essa fração estimulou a reepitelização, a partir da multiplicação e migração dessas células, indispensáveis à reconstrução da barreira de proteção da pele contra as agressões do meio ambiente a fim de proteger o ferimento.” Tamiris Goebel , autora da tese.

A pesquisadora ressalta que os protocolos de pesquisa com animais receberam aprovação da Comissão de Ética no Uso de Animais da UFC, e os cremes dermatológicos foram produzidos por uma farmácia de manipulação veterinária de acordo com as Boas Práticas de Manipulação.

As queimaduras correspondem a 38% dos principais agravos atendidos pelo SUS no Brasil. Apesar das novas estratégias terapêuticas, os custos do tratamento de queimaduras ainda são bastante elevados. “Se houvesse um investimento maior nesse tipo de projeto, o SUS economizaria muito. Porque as pessoas, dependendo das lesões, ficam internadas, e a internação proporciona altos custos para o hospital e para o sistema público”, afirma Tamiris

Para mais informações acesse o site da Agência UFC

Acompanhe mais conteúdo sobre Medicina, Direito & Saúde em nossos canais digitais Facebook & InstagramBlog e App.

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.
Redação JMédico
Redação JMédico
Equipe de Reportagem Jornal do Médico | Canal de Comunicação sobre Medicina, Direito & Saúde | E-mail: redacao@argollomarketing.com.br