Um olhar humanizado para o paciente cardíaco

O índice de mortalidade do paciente com insuficiência cardíaca é hoje uma das principais causas de morte, só perde para o câncer de pulmão.  A afirmação foi feita pela cardiologista intensiva e coordenadora do Projeto sobre a Insuficiência Cardíaca da CityCor, Dra. Patrícia Lopes, autora da palestra “Tratamento Medicamentoso Atual na ICC”, no encontro que debateu os avanços no tratamento à insuficiência cardíaca, promovido pela Sessão Clínica CityCor, no dia 20 de junho, na própria sede, em Fortaleza.
No encontro que reuniu especialistas e colaboradores para debater os avanços no tratamento à insuficiência cardíaca, a coordenadora afirmou que, diante da grande epidemia da mortalidade voltada para esta patologia, a proposta multidisciplinar do Projeto sobre a Insuficiência Cardíaca da CityCor, inclui vários encontros multidisciplinares, com abordagens voltadas para o cardiopata associado a outras patologias.  “Hoje teremos o foco da mortalidade elevada na insuficiência cardíaca, em consequência da obesidade. Para que possamos reverter este alto índice de mortalidade, precisamos ter uma agregação de outros profissionais junto com o cardiologista”. Ressaltou.
Na abertura do evento, o cardiologista, Dr. João David, abriu os discursos dando boas-vindas aos participantes e reforçou o papel da clínica dentro de uma perspectiva de humanização do paciente cardíaco. “É um desafio trazer um modelo de clínica multidisciplinar, que inova em um contexto de uma doença que mais mata no mundo todo. Ter na área privada, uma clínica de transplante, com profissionais que se agregam em diversas especialidades, proporciona novas ferramentas para o diagnóstico mais rápido e eficaz”. Frisou.
“O Paciente merece ser tratado como gente”, é assim que define a perspectiva do acolhimento o diretor e cirurgião cardiovascular da Clínica CityCor, Dr Juan Mejía.  Para Dr. Juan, o propósito foi criar um ambiente ao paciente, com uma abordagem mais perfeita. “Quando se aborda um paciente, não se aborda um eletrocardiograma, tampouco, somente um raio x, se aborda um organismo. Precisamos ter a ajuda de outras especialidades, relacionadas com um fator de risco, voltadas para este paciente. Muitas doenças cardiovasculares estão envolvidas dentro de uma complexidade direcionada para o tabagismo, os problemas odontológicos, a obesidade e outros, como o ginecológico. Ter essa ideia de uma reabilitação cardíaca, com um atendimento multidisciplinar, reunido em um só lugar, facilita a vida do paciente e oferece uma maior comodidade no seu tratamento”,  argumentou.
Na palestra sobre “Tratamento da Obesidade no Cardiopata”, a endocrinologista, Dra. Laura Girão, chamou a atenção sobre os cuidados à prevenção da insuficiência cardíaca. “A doença cardíaca é uma doença que apresenta alguns fatores de riscos e a obesidade é um deles. Estamos falando de duas doenças, obesidade e doença cardíaca, que frequentemente andam juntas. Assim, tratar um paciente obeso vai ser uma medida eficaz de prevenção, evitando que ele desenvolva uma doença cardíaca no futuro. A prevenção é o caminho para ser evitado um tratamento mais invasivo e até mesmo uma situação extrema de transplante cardíaco. Hoje em dia, a obesidade, além do foco habitual de risco de diabetes e hipertensão, leva também à insuficiência cardíaca. E isso ainda é pouco falado entre os profissionais médicos”, alertou.
Durante a troca de experiências e temas abordados, a gastroenterologista, Dra Raíssa Trompieri, apresentou a técnica da Gastroplastia Endoscópica — tipo de técnica em que permite aos pacientes a perca de até metade do excesso de peso, por meio de uma operação menos invasiva. No Brasil, a técnica já foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a população já pode ter acesso ao procedimento. “Funciona como uma cirurgia por meio de endoscopia, você simula uma cirurgia, sem cortes. Ela não tem o objetivo de substituir outros procedimentos que já vinham sendo feitos, mas oferecer mais vantagens, pelo fato em apresentar um menor índice de complicações em relação a outros procedimentos cirúrgicos”, explicou a Dra. Raíssa.
Para avaliar novos procedimentos e avanços na prevenção e na reabilitação cardíaca, a CityCor realiza esses encontros, que reúnem especialistas e profissionais da área para a troca de experiências exitosas, voltadas à insuficiência cardíaca.  O evento é aberto ao público. A agenda fica por conta da própria administração da clínica.
 
SERVIÇO
Com um programa multidisciplinar, a CityCor busca melhorar a condição física, mental e social das pessoas que possuem alguma limitação ou incapacidade funcional relacionada a doenças cardiovasculares. Situada em Fortaleza, insere o paciente em um contexto, respeitando cada especificidade, de acordo com sua particularidade.
Endereço: Av. Senador Virgílio Távora, 1070a, Aldeota. Fortaleza/CE.
Telefone: (85) 3133-8700 / (85) 98218-6118
E-mail: contato@citycor.com.br / recepcao@citycor.com.br
 
Reportagem: Waleska Thompson – JP 2325
 
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