O que é essa energia mais importante da vida de todos nós, essa bateria cheia de alegria, um aguaceiro de paz, e esse dom que alguns seres têm o privilégio de vivê-lo mais intensamente..?? O mar do amor. O amor ensina, que nem sempre o que imaginamos ser amor, representa a realidade e a influência dele; ele se evidencia nas ações, talvez mais do que nas palavras. Precisamos e carecemos entender, que, muitas vezes, o que se passa na nossa cabeça diante dos acontecimentos da vida, das fantasias da mente, e do comportamento humano, é a ilusão do que pensamos sê-lo. E no selo da “cera derretida pelo tempo”, que tatuamos a real e verdadeira presença dele, ocasionalmente nos enganamos. Amar alguém é tocar a alma com sutileza, respeitar e aceitar a diferença, é vibrar pela existência, combater e enfrentar adversidades, se sentir bem com a sua essência, e ter muito cuidado com qualquer sofrer da pessoa que se ama. Corpo e alma presentes e entrelaçados por bons desejos, e pela transformação e emoções idealizadas.
O amor é leve, é livre, acalma a alma; é paciente e resistente. Ele não representa a perfeição, mas é um recusar a desistir; é um persistir respeitoso. É algo que faz valer a pena e que não se esconde na provação. O amor é amigo do silêncio que fala com atenção, e da conversação. Ele persevera e se assevera da necessidade de entender o alheio. Amar alguém é não ser exigente; é calar na evidência da precisão, e falar com exímia lealdade e fidelidade. A solução que se espera, e o suporte da carência e da dificuldade, ele faz e traz. Acalentar o espírito debilitado, vulnerável e indefeso pelo sorriso, pela mão que é estendida e afaga, e pelo olhar que cura, é o sal desse mar que vos falo. Amar é afeição, ação, aceitação; é ser verdade, sinceridade, valor, e consciência em profusão. No meu gigante mar de ignorância, tento captar e entender o amor-próprio; e o próprio amor que não se compreende – mas o louvo, sempre. Aqui, rememoro uma citação de Fernando, o Pessoa, quando ele diz: “amar é cansar-se de estar só”. Aprendendo isso, entenderemos ainda mais o valor desse a(mar), do mudar, do ser, e do aceitar.
O amor também olha a realidade, a ferida difícil de cicatrizar, a verdade e a dor. Ele é compreensivo, não engana, é sincero e vencedor. Todas as vezes que nos sentirmos no mar do sofrimento e do penar, que imaginamos não saber tolerar, mesmo assim, acreditemos nesse mar do amor, que a continuação e o caminhar permite encontrar. Amar é para quem tem coragem, de enfrentar erros, dúvidas e temores, e não se deixa arrastar, abater ou enganar pela inconsciência vil, que insiste persistentemente pela mente que mente pra gente a todo o momento. É dialogar e não esconder a honestidade. Amar é uma decisão; é nadar a maratona do bicicletar alegrias; é seguro; é perseverar. Tem sim, “quem não sabe nadar, mas ensina a amar”. O amor faz a alma brilhar; dignifica e enobrece o espírito para os dias valerem a pena; e grandifica a existência do ser – para ser mais do que imagina poder. Ele, algumas vezes, pelo silêncio, grita ou morre. Quem ama estimula, impulsiona, respeita, considera, protege, cuida, sorri com a alegria alheia; alimenta coragem e sinceridade (faz esse ato de bondade). Aqui, escrevo uma ode ao amor.

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