Calar pode significar dor, sofrimento, maus-tratos, inquietude e falta de paz. Ou, ao contrário, ser algo maravilhoso, glorioso, e inovador, para pescar da intimidade da mente a solução desejada, ou o “barulho” resgatador. Jamais queiramos que a felicidade real que ensejamos, seja atrelada ao apego que não conseguimos controlar. Morte do silêncio fala do seu valioso ou estrondoso poder de transformar; mas sobretudo, e principalmente, da funesta, fatal e traiçoeira capacidade de minar relações, de destruir amores, de exaltar ou macerar o ego incapaz de pensar. Esse texto aborda sobre o efeito das decisões que não são tomadas no fogo da perfeição e do esmero, e sim, no âmago da solidão e da adversidade, de um momento mau conselheiro, infeliz e cheio de desamor, inquietação e desvalor. Curiosamente, “o caminho para as coisas grandiosas passa pelo silêncio”. O silêncio, às vezes, é um grito ou uma voz alta, que acalma a alma; ou para ela traz lama.
Somos seres essencialmente sociáveis, e precisamos nutrir a todo o momento o autoamor, o autovalor, a autoridade que nos alimenta e nos mantém na vida cheia de bom valor. Quando estivermos mergulhados no mar daquilo que não entendemos, nos permitamos nadar, na capacidade de ajuda que vem do alheio, e da nossa própria habilidade de deliberar. O silêncio faz meditar sobre a alegria de se sentir bem na sua própria companhia, ou nos desvia para inóspitos caminhos que não conseguimos decifrar. O ruído, ou a confusão da mente inquietada por pensamentos descontrolados, por algum sofrer e penar, carece ser avaliado para não deslizar no desfiladeiro do arrependimento. Silenciar é factível de ser cura; mas faz lembrar “a cura pela fala” (de Sigmund Freud). Que o silêncio traga o bem, espalhe e faça germinar o amor, e diminua a dor.
Silenciar cria gatilhos e nos arremessa nos indesejados mares de indecifráveis e limitantes crenças; ou, num momento de fascinante inspiração, quando é planejado pelo senso da razão, do bom senso e da boa estabilidade emocional, e nos oferece serenidade e solução. O norte do silêncio nem sempre traz o fim, ou a simbólica morte inesperada. Silenciar a mente para refletir e meditar sobre o que a inquieta, ou o que deve ser mudado, é possível de trazer decisões acertadas, ou espinhentas; mas, na maioria das vezes (como somos seres essencialmente sociáveis), carecemos saber a consequência do que fazemos, e precisamos evitar DC, no escorregador do erro. Lembro na dor, o poder do CPA (Continuar, Persistir, e Atravessar). Evite se exigir em demasia, e se permita adaptar-se, aceitar e recomeçar; mesmo apesar dos crivos ou travos do silêncio. Para o nosso bem, que ele ressuscite ou seja desconsiderado; e que o amor vença, também.

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