(Pro)cura em si

A vida psíquica, e o acontecer, exige que procuremos ajuda, apoio, e auxílio, entre outras fontes e locais, no transformador diálogo, na proficua amizade, na fé, na inteligência do escutador, na força de um Salvador, na palavra de conforto, no amor resgatador, na busca do inconsciente, e na eloquência da consciência. O que indago, exclamo e jogo da poeira do pensar de todos nós, aqui, é como conseguir essa cura de maneira solitária, no poço da solitude, na ânsia da solidão, ou mergulhado no mar da sofreguidão, e no abismo do medo..?? Seria isso possivel, ou é apenas o pensamento, desejo, devaneio ou ilusão, de um singelo pensador..?? Que intenciona pela palavra e por essa questão oferecer paz, para quem não tem essa condição – de obter serenidade, pela terapia, ou pela análise em profusão..!! A cura que desejamos traz dignidade para a alma, e acalma o coração; é libertação misturada com responsabilidade, e salvação. Busquemos paciência, alegria, calma, humildade, harmonia, e serenidade no espírito – só isso.

 

Imagino a fictícia ideia (que alguns conceberão tolice, futilidade ou presunção), de conseguir pescar da intimidade de si, a cura procurada. Rememoro o pensamento do poeta John Milton, da era de 1650, quando falava: “a mente é tão poderosa que pode transformar o céu num inferno, ou um inferno num céu”. Decerto, é certo que quando estamos caminhando na estrada da serenidade e da paz na mente e no coração, fatos novos, dores e mudanças indesejadas, e outras coisas mais, são factíveis de mexer intensamente na condição de equilíbrio e na solução. Nessas situações, a reorganização psíquica e a vida, algumas vezes, torna-se mais dificultosa. A arrogância é factivel de nos retirar a condição de se curar do nosso espelho sofrido, de não nos deixarmos ver pelo alheio, por nossas falhas e limites. Cura-nos as dores e as feridas. Consolando outros, também nos curamos. Precisamos, mesmo no sofrer, aprender a não temer perder. Que viver seja uma ida e uma ação, para o reino da alegria, da celebração e da gratidão.

O redemoinho tsunâmico das tempestades e maremotos de lamentos e inquietudes na mente, que a vida oferece em diversas ocasiões, faz e traz uma desorganização que não é fácil controlar e contornar. E quando menos esperamos, tudo passou, e nem deu tempo fazer o que a imaginação, no passado criou. A procura da cura que não encontramos fácil, passa pela necessidade de estacionar a mente no presente, no agora – comece por ai. A maioria das pessoas flutua o pensar no passado enraizado. ou no futuro desorganizado que cria. Crie alegria, germine amor no seu dia a dia, veja a beleza do existir; sinta, sirva, e viva a gratidão. A vida que vinha, via e ia, tem um tempo. Aproveitemo-lo. Narrar o sofrimento para si e conseguir traduzir e decifrá-lo, com amor, paciência e temperança, o que ele quer nos ensinar. Conversemos com a dor e a transformemos em amor – seria isso possivel, ou é apenas uma ilusão e uma aspiração vaga, solta no meditar do leitor e da multidão..?? Pensemos sobre isso.

 

 

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