Ida sem vi(n)da

Há situações, em específicas idas, que somente existem três saídas – aceitar, aceitar, ou aceitar. Ao mesmo tempo, junto desse processo de mudanças, que tanto mexe no psiquismo, acrescento três ingredientes ávidos de atenção – agradecer, amar e adaptar. É muito complexo conceber e entender, o duro golpe da verdade, que, muitas vezes, dói sem parar, e que alimenta a ferida, que aparenta não ter cura ou saida; e ver na mente a vã expectativa ou filosofia, de regressar no tempo, mudar o passado, transformar os SEs que nos transformaram, e abraçar o necessário presente que recebemos no presente. O caminho da vida, principalmente quando ela nos inquieta com suas desrazões, perdas ou aflições, oferece alguns inusitados ou inéditos ensejos, trilhas e passagens, que nem sempre estamos preparados para acatar, resolver e tolerar.

 

Quando pedras são arremessadas, palavras são ditas no vento do alheio, ou o tempo percorre a esteira dos acontecimentos, há uma imperiosa necessidade, de driblar ou entender que a vida é assim, uma série de novas assinaturas, eventos e ocorrências misturando-se no caderno das anotações do dia a dia. Nela, existem muitas idas sem vindas, ou sem volta. Ou nos acostumamos com esses percalços e obstáculos que acontecem, e migramos docemente ou ferozmente na direção do obscuro futuro, ou estacionamos nosso pensar em algo que é factível de nos eliminar, fragilizar, ou nos aprisionar num pátio sombreado escuro. O viés das perdas causa inúmeras intempéries. Pelo bem de todos, porém, carecemos encontrar o sumo e um novo adequado rumo, de suas consequências. Pois, repito, existem muitas idas sem retorno. Se nessas sôfregas paradas estacionarmos nosso agir e meditar no prumo da dor, do sofrer, e do não querer continuar, existirão muitas outras idas que destruirão vidas – é isso o que desejamos..??

 

As idas não devem queimar nossos sonhos, mas atiçam o fogo de muitos novos pesadelos ou conquistas, nas vidas de diversos seres. Cada indivíduo tem o seu tempo e o seu modo de aceitar, penar ou remediar. E sobre essas idas que “ma(ltra)tam” inúmeras pessoas, ou sepultam em vida, muitos vivos..?? Será que será este, o será que a vida deve ter, trazer, ser, ou fazer..?? Ida sem vi(n)da é um chamamento e um despertar. Que sirva para acordar seres humanos que se enclausuram em seus infernos mentais, e por lá intencional”mente”, displicente”mente”, ou sem querer, estacionam sem limites, para reagir, se animar, ou reaviva(e)r. Acordemos pois; o tempo urge. A vida bela, deve ser vivida em plenitude e abundância, e merece a alegria e a paz, embutidas em todos nós. “… Ela é o que é; não o que poderia ter sido …”

 

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