Amigo da alegria

A pessoa que lhe oferece a mão; que traz serenidade; que está do lado no momento da dificuldade e da provação; que alimenta a coragem e esconde ou escolhe inibir o medo; que lhe faz ver a vida com doçura e gratidão. O amigo da alegria que vos falo, rememora e sabe a certeza da bravura da sua existência; tem a percepção de entender o alheio; não se cala no momento da necessidade; é solidário e verdadeiro no aperreio; também valoriza a solidão e sabe mais do que ninguém o poder da empatia, da benevolência e da compaixão. Ele entende sobre o jogo da mente, mas não joga ou julga com os destrutivos poderes do desamor, do desamparo e do desvalor. Ser que enobrece o ânimo e o entusiasmo da alma, enaltece as sombras do espírito, e em si, tem luz divina.

 

Todas as vezes que estivermos enfrentando traves no psiquismo e no viver, dores que doem sem querer, dificuldades que não sabemos enfrentar ou entender, estenda a mão com os dedos espalhados e capte ou conte no seu olhar, os “amigos da alegria”. Eles são consolo, paz, uma exaltação do valer a pena; são solução, júbilo, cheiro de flor, alguém que se pode dispor. Talvez tenhamos dificuldades para explicitá-los e nomeá-los. Eu vejo, que um dos grandes amigos que tracei na minha consciência, e que trago na minha inocente capacidade de escrever, é redigir na lápide do tempo algumas redações; questões sem repostas, e respostas sem indagações; que fazem o nosso pensar agir mais do que o habitual. O amigo da alegria cura feridas e sacia a sede da necessidade; e não está presente somente no momento do prazer.

 

Amigo é alguém com quem podemos contar, quando não há ninguém para ouvir, ou quando está longe a vontade de sorrir. É um ser que entende, sente, aceita e traduz a dor do outro, e a transforma em amor. Que tem a sensibilidade de saber o que é o valor que doa para servir. Ele não brinca com a situação, e entende o pensar sem julgar. Ter um amigo assim é difícil, não impossível; mas representa a força de um ser que é incrível. Como eu disse, os contaremos nos dedos, de uma das mãos se conseguirmos. Eles têm empatia, atenção, respeito e escuta. Todas as vezes que estivermos enfrentando e vivenciando a solitude no tempo, saberemos quem eles são, e quem serão. A eles, dedico esse ensino, ligação e lição – uma virtuosa pequena medalha de gratidão.

 

 

 

 

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