Bom senso e desejo

Algumas vezes, mergulhados e instigados pelo prazer do desejo, deixamos estacionado num canto da ação, o bom senso transformador, que haverá de transformar dor em amor. A razão que deve nos reger, é factível de trazer o que desejamos, ou de nos fazer escorregar no desfiladeiro do arrependimento. Sempre enalteço o bom senso, como um aliado da mente serena e equilibrada; que, em geral, faz e executa ações mais convenientes. Nesse texto gangorreio o efeito dos defeitos dos nossos desejos, incorrendo no aparecimento do que não queremos. O projeto de infinitos impulsos e aspirações tem limites, mesmo que não pretendamos tê-los. Nutramos o desejo da alegria, da paz, do amor em profusão, da magia de ser feliz.

 

Somos humanos, cheios de falhas e imperfeições, e guiados pelos feitos de nossas palavras e ações, ocasionalmente afundamos no lago do indesejado, ou no rio inadequado. Na capacidade de decidir o que fazemos, em qualquer relacionamento e ação, é valioso que consideremos o nosso comportamento, com o querer alheio. Tomados pelo ego, e por iniciativas não tão assertivas, eventualmente sucumbimos ao erro, ou a insuficientes e insatisfatórias realizações. Voltemos ao prumo do bom senso, do equilíbrio emocional, da maturidade r(e)acional. Apesar do bom senso e do desejo, a habilidade de ser emocional e psicologicamente mais forte é alimentada e reforçada quando enfrentamos momentos mais difíceis e cruéis no viver. A vida é o nosso maior professor (ou assim deveria ser).

 

O desejo move o mundo. A ação move o mundo. O querer seguido do fazer também o move. Os livros dizem que “o desejo é uma vontade e busca de prazer; enquanto o bom senso considera o detalhe de se comportar com discernimento, razoabilidade e sensatez”. Ponderar e levar em conta o pensar e o alheio, é sempre valioso, importante, necessário, sábio e respeitoso. O equilíbrio desses dois atos, que formato aqui nessa redação, é imperioso na busca de uma vida saudável, harmoniosa e alinhada com os princípios da moral e da ética. Querer, dever, poder e fazer são facetas que definem o ser, seu caráter, e o que nutrir no pensar. Meditemos sobre o desejo, o bom senso, e sobre as balanças e o equilíbrio, entre eles.

 

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