Joana Thompson: protagonismo feminino e a inovação além do centro cirúrgico

Reportagem: Argollo de Menezes
CEO, Editor Jornal do Médico®, Jornalista DRT-CE 4341 e Membro SOBRAMES-CE | Instagram: @jornaldomedico

Graduada pela Universidade Gama Filho e com residência em Anestesiologia no Hospital Federal de Bonsucesso, a Dra. Joana Thompson representa a multifuncionalidade da médica moderna. Mãe de duas filhas (Alícia e Sofia), de dois Pets (Lola e Anakin) e apaixonada por casos de alta complexidade, ela foi além dos limites do centro cirúrgico para se tornar peça-chave na gestão cooperativista. Como Head de Marketing da Coopanest Rio, Joana utiliza sua “curiosidade compulsiva” para unir inovação e valorização profissional, provando que a medicina e a estratégia de negócios podem — e devem — caminhar juntas.

Jornal do Médico® — Dra. Joana, para começarmos pela sua essência: o que a levou a escolher a medicina e, posteriormente, a anestesiologia?

Dra. Joana Thompson — Meu avô paterno, Dr. Milton Joel, era um cirurgião renomado do Hospital do Andaraí e isso me influenciou bastante. Também tive o exemplo do meu tio, Paulo César, um intensivista e gestor médico famoso que sempre me ajudou muito, desde levar-me ao hospital ainda estudante até a vida médica propriamente dita. Tenho enorme admiração e gratidão por ele.

Escolhi a anestesiologia no fim da faculdade porque queria algo dinâmico, agitado e que cuidasse do paciente como um todo. Nunca gostei de consultório; eu sou agitada mesmo. A anestesiologia tem essa adrenalina e uma responsabilidade com a vida que me encantam. Acho o ato cirúrgico lindo e, para que ele aconteça, o ato anestésico ideal é imprescindível. Esse trabalho em equipe precisa ser harmonioso e perfeito.

Jornal do Médico® — Com mais de 20 anos de atuação, como a senhora avalia sua trajetória e quais foram os desafios de ser mulher na liderança dentro do centro cirúrgico?

Dra. Joana Thompson — Minha trajetória tem sido de constante mudança e inovação. Já trabalhei com diversas equipes e especialidades, pois gosto de aprender coisas novas e conhecer pessoas diferentes. Mas meu foco sempre foi a cirurgia vascular e pacientes graves de alta complexidade.

Infelizmente, o meio médico-cirúrgico ainda é muito masculino e um pouco machista. O desafio constante é se fazer respeitada e ser vista de igual para igual. Mas seguimos nessa batalha, até para que as futuras gerações de anestesistas sofram menos preconceito.

Jornal do Médico® — O que despertou essa “curiosidade compulsiva” pelo marketing e como foi se reinventar até assumir o papel de Head de Marketing da Coopanest Rio?

Dra. Joana Thompson — A Coopanest Rio apareceu na minha vida de forma despretensiosa. Eu era apenas uma cooperada que buscou entender melhor o que a cooperativa representava para nós. Acabei entrando aos poucos na gestão para ajudar e fui buscar conhecimento em cursos de gestão empresarial.

A diretoria de marketing surgiu da necessidade de a Coopanest ter um setor que ainda não existia. Naturalmente, tomei a frente e percebi que esse lado artístico e estratégico tinha muito a ver comigo. Fiz um MBA em Marketing e Growth, o que é bem desafiador e exige dedicação o tempo todo. Às vezes, acho que fazer anestesia é mais fácil!

“O grande diferencial do nosso marketing é que ele é feito ‘dentro de casa’. Sabemos as dores dos colegas porque também vivemos a batalha diária do centro cirúrgico.”

Dra. Joana Thompson

Jornal do Médico® — Qual é o maior desafio de aplicar marketing em uma especialidade tão técnica quanto a anestesiologia?

Dra. Joana Thompson — O desafio é fazer a nossa mensagem chegar aos anestesistas e aumentar o engajamento. Nossa meta é melhorar o sentimento de pertencimento do cooperado, transmitindo que o cooperativismo é o melhor modelo de trabalho. Ele protege o médico, mantém a união e garante a valorização da classe e dos honorários.

Jornal do Médico® — O projeto Summit Jornal do Médico® Mulheres na Saúde celebra trajetórias multifacetadas. Qual o diferencial de uma anestesiologista assumir as estratégias de comunicação da própria classe e que conselho deixaria para quem deseja desbravar novas áreas?

Dra. Joana Thompson — No meu caso, tudo aconteceu de forma orgânica, mas o ponto de partida foi pensar: “Como eu gostaria de ser tratada como cooperada?”. Acredito que o grande diferencial do marketing da Coopanest Rio é ser feito “dentro de casa”, por uma equipe própria que eu comando. Não dependemos de agências externas que não conhecem a nossa realidade. Nós sabemos exatamente quais são as dores e os desejos do anestesista porque também vivemos a batalha diária do centro cirúrgico. Meu conselho é buscar essa autenticidade: o marketing personalizado, feito por quem entende o dia a dia da especialidade, é o que realmente gera conexão e valorização.
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