Referência em Neonatologia e preceptoria médica, a Dra. Fabíola Arraes (CRM/CE 5897) é uma das vozes que integram o projeto Summit Mulheres na Saúde – Edição Ceará 2026. Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente e cooperada da COOPED, ela atua na linha de frente de unidades de alta complexidade como o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e o Hospital e Maternidade Dra. Zilda Arns Neumann. Com uma trajetória dedicada ao ensino e à assistência especializada, a Dra. Fabíola destaca nesta entrevista o papel da mulher como “maestra” no cuidado neonatal e a importância da gestão humanizada para transformar o futuro dos recém-nascidos.
Jornal do Médico® – A neonatologia exige decisões rápidas, precisão técnica e, ao mesmo tempo, extrema sensibilidade no cuidado aos recém-nascidos e às famílias. Como a sua atuação nessa área moldou sua visão sobre o protagonismo feminino na pediatria?
A Neonatologia é uma área da Pediatria que tem um amplo espectro de ação, permitindo ao neonatologista atuar desde o atendimento em sala de parto e em UTI neonatal, ao acompanhamento especializado em ambulatório/consultório; além da gestão das unidades neonatais.
Essa flexibilidade e oferta de trabalho diversificada favorece a adaptação da profissional feminina nas várias fases de sua vida, especialmente após a maternidade e na maturidade, épocas que transformam a maneira como cada mulher define suas prioridades.
Na Neonatologia, habilidade de comunicação, o trabalho em equipe e aprendizado contínuo são essenciais para a composição de um profissional de excelência; nesses quesitos, a mulher consegue se destacar sendo natural o protagonismo, assim como o é na Pediatria.
Jornal do Médico® – O cuidado ao recém-nascido, especialmente em contextos de risco, envolve trabalho em equipe e liderança multiprofissional. Como a senhora percebe a presença feminina nos espaços de decisão dentro das UTIs neonatais e da organização dos serviços?
O Neonatologista atua como maestro dessa orquestra que precisa “tocar” simultânea e harmonicamente, a programação terapêutica individualizada de cada paciente. Pois, cada bebê é único, com sua história de vida e sua composição familiar. Esse é o ponto de partida para traçar toda estratégia de cuidado e atenção desde a sala de parto ao acompanhamento ambulatorial após a alta hospitalar.
A mulher desenvolve desde cedo a capacidade de ser multitarefa, de organização e de reconhecer e estimular o talento de cada membro de sua equipe; portanto o papel de protagonista, coordenador ou gestor de uma unidade neonatal, cai como uma luva para a mulher e profissional neonatologista. Percebe-se uma crescente na participação feminina na gestão das unidades neonatais.
Jornal do Médico® – A senhora acompanha, desde o início da vida, histórias que começam muitas vezes em situações delicadas. Que impacto essa experiência tem na sua trajetória profissional e que mensagem deixa para jovens médicas que desejam atuar na neonatologia?
Ter treinamento baseado em construção de habilidades – técnicas e emocionais, manter a curiosidade sobre a especialidade, estabelecer busca constante por atualização, compartilhar aprendizado com os pares, mantendo o crescimento da expertise profissional, são características essenciais a todo Neonatologista.
Sendo assim, a mensagem que quero deixar para as jovens médicas pediatras que enxergam a Neonatologia como opção de especialidade é que vocês não vão ter monotonia, cada bebê é ÚNICO e cada história de vida que cruzar com a de vocês vai deixar aprendizado, crescimento pessoal e será uma oportunidade para você ajudar a transformar o futuro desses pequeninos, que apesar de parecerem tão frágeis, nos surpreendem com sua força e resiliência a cada dia.
Summit Jornal do Médico® Mulheres na Saúde
Inspire-se com trajetórias de excelência de grandes mulheres em breve na Revista Especial e exclusiva do Summit Jornal do Médico® Mulheres na Saúde, Edição Ceará 2026.
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