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ARTIGO: O novo normal da pandemia, hoje o cuidar da enfermagem

ARTIGO: O novo normal diante da pandemia, hoje o cuidar da enfermagem

A enfermagem é uma das maiores categorias voltadas para o cuidar ao paciente, primeiro por estar direto em contato com o paciente, segundo permanece ás 24hs intensamente executando procedimentos essenciais para melhora do paciente e terceiro é capaz de ouvir a necessidade dele por permanecer próximo durante todo o plantão. Nós fazemos a diferença e sofremos diante desta situação nova, que passamos a acreditar neste retorno da normalidade a capacidade de REIVENTAR , REORGANIZAR, REFAZER, REAPREENDER E RESIGNIFICAR.

Hoje passamos a valorizar as pequenas ações ou seja o significado de cada momento vivido, pois o dia da manhã é incerto, pertence ao senhor. Esta pandemia é um evento marcante , complexo e cheio de dúvidas. Ao analisar o Portal do COFEN , ele nos faz refletir a nossa vida diante desta situação atual, começamos verificando os dados dos Estados Unidos, é um país com maior número vítimas da pandemia (mais de 71.000), perdeu 46 profissionais de enfermagem, segundo entidades de classe. A Itália, segunda nação mais afetada pela doença com mais de 29.000 vítimas, teve 35 óbitos, de acordo com informações da Federazione Nazionale degli Ordini delle Professioni Infermieristiche, entidade equivalente ao Cofen no país europeu. A Espanha, que vem logo atrás com mais de 25.000 mortos, teve apenas quatro óbitos entre profissionais da área, segundo o Consejo General de Enfermería. Os dois países europeus tiveram o início da crise antes que o Brasil e já passaram do pico de casos. Os dados da China, apesar da terem a confiabilidade contestada, somam 23 até o final de abril. Por fim, o Conselho Federal de Enfermagem no Observatório, estima que “mais de 204 enfermeiros e técnicos perderam a vida pela covid-19 enquanto trabalhavam na linha de frente”.

Ou seja, o Brasil corresponde à maior fatia do total global de óbitos na profissão. O órgão, no entanto, reconhece que este balanço é apenas a ponta do iceberg. “Um dos fatores [para a alta mortalidade] é que boa parte dos serviços de Saúde não afastou profissionais com idade avançada, acima de 60 anos, e com comorbidades. Eles continuam atuando na linha de frente da pandemia quando deveriam estar em serviços de retaguarda ou afastados”, afirma Manoel Neri, presidente do Cofen. (COFEN,2020). No Ceará, tivemos 12 óbitos, no entanto nos mostra que a pandemia veio evidenciar a situação de condições de trabalho que estava velada. E de alguma forma pressionou as instituições públicas e privadas assumirem parte as suas responsabilidades.

Estamos mais seguros, pois tivemos oportunidades de serem treinados, e ter apoio das nossas entidades representativas.  Entendemos que esta pandemia irá ter um fim, pois nada é para sempre. Encerro com esta mensagem: “Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”. João 16:33

 

Ângela Uchôa é enfermeira formada pela UECE. Possui especialização em gestão de paciente crítico pelo hospital sírio libanês, especialização em enfermagem em emergência pela UECE, e é mestre em saúde coletiva pela UNIFOR. Trabalha no IJF há 27anos, é docente da UNIFOR há 17anos, além de ser assessora técnica da cevit/sesa há 10anos.

INSTAGRAM: @uchoarodriguesangela

FACEBOOK: angela.uchoarodrigues

 

 

 

 

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