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A obesidade é uma doença hereditária?

Existe uma relação entre a obesidade e genética, podendo os filhos de pais obesos apresentarem  diabetes, por exemplo, mesmo se mantiverem uma alimentação adequada após o nascimento. Uma  alimentação rica em carboidratos e lipídios (gorduras) dos pais pode causar alterações genéticas que propiciam a doença nos filhos. Diferenças no ganho de peso ou do tipo de alimentação durante a gravidez pode ser passado para as gerações futuras.
Um estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro feito com camundongos apontou que pais obesos alteram os centros reguladores do apetite dos filhotes, o que causa compulsão alimentar e obesidade. Outros estudos com roedores demonstram que  a obesidade materna resulta em maior transporte de nutrientes da mãe para o feto, o que influencia o crescimento e a formação de órgãos vitais gerando obesidade caso haja excesso de tais nutrientes. Da mesma forma, o estudo Framingham Offspring Study sugeriu que quando o pai é obeso, os filhos e filhas gerados podem apresentar diabetes. Quando os dois progenitores são obesos, as chances dos filhos também o serem são de 70% a 80%.
A obesidade está associada a diversos problemas de saúde, entre eles a depressão e diminuição da autoestima, decorrente da busca muitas vezes frustrada de pessoas obesas pela adequação aos padrões de beleza midiáticos, além das complicações sexuais que podem vir a ter no relacionamento. Apesar disso, a genética não é tão determinista. Outros fatores influenciam o desenvolvimento das doenças hereditárias, como o estilo de vida do indivíduo e até mesmo fatores sociais, como o aumento da empregabilidade e renda. Uma pessoa com histórico de obesos na família pode não ter a doença caso mantenha uma qualidade de vida baseada em ações saudáveis, como manter uma alimentação balanceada e praticar regularmente exercícios físicos.
 
Brasil
A Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde (MS), aponta que a prevalência da obesidade no Brasil aumentou em 60% em 10 anos, passando de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016. O excesso de peso também subiu de 42,6% para 53,8% no período. A Vigitel entrevistou 53.210 pessoas maiores de 18 anos de todas as capitais brasileiras de fevereiro a dezembro de 2016.
No Brasil, 74% dos óbitos anuais são causados por doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas e diabetes. Nos países desenvolvidos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que as despesas médicas relacionadas com a obesidade ultrapassarão 957 bilhões de dólares em 2030. A questão da obesidade e sobrepeso no Brasil configura-se como problema de saúde pública, afetando, entre outras esferas, a economia nacional, uma vez que o país passa a investir mais em saúde. “Despesas” que poderiam ser evitadas com o incentivo de bons hábitos alimentares e prática regular de exercícios físicos pela população.
Com informações da Academia Nacional de Medicina e BBC Brasil.

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