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Você já ouviu falar em Miastenia Gravis?

É uma doença autoimune da porção pós-sináptica da junção neuromuscular. Caracterizada por voz anasalada, pálpebras caídas, visão dupla, fraqueza flutuante que melhora com repouso e piora com exercícios, menstruação, infecções, estresse emocional e gravidez. A incidência da doença varia de 1-9 por milhão de habitantes, e a prevalência de 25-142 por milhão de habitantes, havendo um discreto predomínio entre as mulheres. Sendo os picos de ocorrência entre 20 a 34 anos para as mulheres e de 70 a 75 para homens.
A fraqueza pode ser limitada a grupos musculares específicos (Músculos, oculares, faciais ou bulbares) ou generalizada. A crise Miastênica é definida por insuficiência respiratória associada a fraqueza muscular grave. A mortalidade de pessoas com a Miastenia Gravis é extremamente baixa. cerca de 1-7 por milhão da população geral.

  • Gravidez

A longo prazo, não há piora do desfecho. O curso da doença é altamente variável e imprevisível durante a gestação. Envolvendo 322 gestações de 225 mães miastênicas, observou-se piora dos sintomas em 41% das pacientes. 59% melhoraram ou não apresentaram nenhum sintoma. Das mães que pioraram, 30% fizeram no período pós parto.

  • Miastenia Gravis auto imune neonatal transitória

Pode ocorrer em até 10% dos filhos de mulheres com a doença. Tal condição resulta na transferência passiva de anticorpos maternos anti receptores ACh. Através da placenta, tendo início usualmente nos 3 primeiros dias de vida, manifestando-se em choro fraco, dificuldade de sucção, fraqueza generalizada, tônus diminuído,entre outros. Pacientes com essa condição podem ser tratados sintomaticamente com medicamentos anticolinesterásicos.
O tratamento da crise miastênica nada mais é do que uma situação de refratariedade aguda à terapia utilizada que necessita de uma ação relativamente rápida, devido aos riscos envolvidos. Nessa situação, a primeira recomendação é reduzir ou suspender a terapia anticolinesterásica básica.Já que em algumas situações a crise colinérgica por excesso de medicamento pode disfarçar uma crise miastênica. Os pacientes devem ser avaliados 1 semana e 1 dia após o tratamento. Adotando-se a classificação da tabela Osserman e Genkins.
Em caso de suspeita de Miastenia Gravis, procure o atendimento médico.
Para mais informações acesse o site do Ministério da Saúde.

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