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TBT: A presença feminina na Academia Cearense de Medicina

Nesta penúltima quinta-feira do mês das mães, seguimos com nossas homenagem ás mulheres, relembrando o artigo a respeito da presença feminina na Academia Cearense de Medicina, incluindo a nossa querida conselheira Ana Margarida Arruda Rosemberg. O texto de autoria do Acad. Dr. Marcelo Gurgel foi publicado na edição 86 do Jornal do Médico®, em 2017.

Trinta anos depois da fundação da Faculdade de Medicina do Ceará, inauguração em 12/05/1948, organizou-se uma nova instituição médica local – a Academia Cearense de Medicina (ACM), criada com o propósito maior de zelar pela história da medicina no Ceará.
A ACM foi constituída por 26 sócios fundadores, escolhidos entre médicos renomados e de méritos reconhecidos, para ocuparem as cadeiras, cujos patronos eram médicos falecidos, com valiosas contribuições à medicina do Ceará.
Instalada em 12/05/1978, no Jubileu de Pérola da Faculdade de Medicina do Ceará, a ACM empossou, na ocasião, os seus fundadores e primeiros ocupantes das cadeiras.
Todos os primeiros ocupantes de cadeiras, como seus respectivos patronos, eram homens configurando um fato aparentemente inusitado. A ausência de mulheres acadêmicas guardava consonância com a hegemonia masculina dos médicos da época e com o dispositivo estatutário que exigia 25 anos de graduado para o ingresso na ACM.
Embora a primeira turma formada, no Ceará, a de 1953, fossem duas mulheres e apenas um homem, em maio de 1978, não havia médicas com o tempo mínimo de formatura para admissão, tanto de egressas da UFC, como de outras faculdades de fora, porquanto era difícil uma jovem sair daqui para cursar medicina.
A primeira mulher admitida na ACM foi Glaura Ferrer, empossada em 15/09/89; a segunda foi Maria Gonzaga Pinheiro, que tomou posse em 12/05/95 (falecida em 6/01/10) e a terceira, Maria (Helena) da Silva Pitombeira, empossada em 14/05/99.
Com a virada do milênio, mais três médicas foram empossadas nesse sodalício: Lúcia Maria Alcântara (24/11/05), Adriana Costa e Forti (13/05/05) e Lise Mary Alves de Lima (20/01/07).
Em anos mais recentes, a ACM acolheu em seus quadros: Maria Zélia Petrola Jorge Bezerra (18/11/11), Ana Margarida A. Rosemberg (14/11/14) e Márcia Alcântara (29/04/16).
As atuais oito confreiras, com suas presenças, abrilhantam a arcádia médica cearense, conferindo um toque muito especial advindo da condição feminina.

Leia a edição 86 do Jornal do Médico® na íntegra de forma gratuita em nosso blog!

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