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COVID-19 e o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma

Quando a idade se torna avançada, naturalmente alguns riscos passam a ser mais frequentes. É o caso do glaucoma, doença silenciosa com alta incidência nesse público. Um dos grandes problemas deste tipo de doença é que normalmente ela não apresenta sinais ou sintomas, porém, em alguns casos menos comuns, o portador dessa doença pode vir a sentir dor ocular, apresentar visão embaçada e olho vermelho.

 

A renomada oftalmologista Hissa Tavares (CREMEC 8759 / RQE 3876), mestre e doutora em oftalmologia; preceptora da residência de Oftalmologia da UFC e do Curso de especialização em Oftalmologia do Hospital de Olhos Leiria de Andrade, além de vice-presidente da Sociedade Cearense de Oftalmologia, explica que os principais fatores para desenvolver o glaucoma são; fator hereditário e a idade avançada, mas também existem aqueles que têm maior chance de desenvolver a doença em algum momento da vida. “Sabemos que pessoas com córnea fina, míopes e os negros também possuem uma predisposição maior ao glaucoma”, argumenta a oftalmologista.

Dra. Hissa Tavares, oftalmologista, Sociedade Cearense de Oftalmologia, SCO

Dra. Hissa Tavares, vice-presidente Sociedade Cearense de Oftalmologia

 

Dra. Hissa também esclareceu que o diagnóstico da doença é feito com a medida da pressão ocular e que o procedimento é realizado exclusivamente pelo oftalmologista, acompanhado de outros exames complementares, entre eles o exame do fundo do olho, em que é observado a escavação do nervo óptico, local atingindo pelo glaucoma. Após confirmado o diagnóstico do glaucoma, o paciente se submete ao tratamento que pode ser clínico com colírio, laser ou ainda cirúrgico devendo ser iniciado o mais rápido possível e sem interrupções, perpetuando por toda a vida do paciente para poder manter controlada a pressão ocular e continuar vivendo e enxergando.

 

Quanto a preocupação com a pandemia do COVID-19, a Dra. Hissa explica que os portadores de glaucoma não estão no grupo de risco do novo coronavírus. “Até agora, os estudos não apontam nenhum risco maior de contaminação entre os portadores de glaucoma. Os cuidados que esses pacientes precisam ter são os mesmos que qualquer pessoa. Sempre orientamos que antes de utilizar o colírio as mãos devem ser lavadas, e agora nesse momento de pandemia, esse cuidado precisa ser ainda maior”, argumenta a oftalmologista. Além disso, evitar coçar os olhos e trocar o uso das lentes de contato pelos óculos são cuidados que não podem ser descartados.

 

A Dra. Hissa também atenta nesse momento para os cuidados com as fake news na internet, grupos de whats app, especialmente as notícias que circulam sobre a saúde, pois às vezes essas informações podem não ser verídicas, causando pânico, estresse e comprometendo ainda a saúde do paciente. “É importante levar em consideração a fonte das informações e se houver dúvida procure o médico”, aconselhou a oftalmologista.

 

Mesmo diante dessa fase tão complexa causada pela pandemia do COVID-19, os cuidados com a visão devem continuar. Pois de acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma é a segunda causa de cegueira no mundo, perdendo apenas para catarata, sendo assim a primeira causa de cegueira irreversível. Porém, se for diagnosticada e tratada com antecedência, o portador dessa doença pode continuar vivendo e enxergando com qualidade.

 

No mês em que se realiza ações voltadas ao Dia Nacional de Combate ao Glaucoma (26), os editores do Jornal do Médico®️ parabenizam os oftalmologistas e serviços de oftalmologia engajados em conscientizar e informar a sociedade sobre os cuidados com o Glaucoma, uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo, mas pode ser controlada.

 

Confira mais sobre o tema no Webinário do Jornal do Médico®️

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