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ARTIGO: Criança e esporte na pandemia

“Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste é vê-los sentados enfileirados em sala sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem” (Carlos Drummond de Andrade).

Em tempo de pandemia, com o isolamento social e a impossibilidade das crianças frequentarem as aulas de educação física, de fazerem as atividades extracurriculares como futebol, natação, etc. e sem poder frequentar as quadras dos prédios, ocorreu uma redução acentuada das atividades físicas, que já vinham diminuindo de forma acentuada nas últimas décadas, acarretando assim, o aumento exponencial da sobrepeso infantil. A principal sugestão é promover as atividades brincando, tendo em vista a ideia de jogos de movimento.

Em primeiro momento, é normal que os pais recorram aos celulares, tablets e a televisão para deixar seu filho longe do tédio, mas é importante evitar que a tecnologia domine todas as horas livres da família, e ainda aproveitar para estreitar os laços com o seu filho.

Não só o aprendizado que faz falta na escola. As aulas de educação física estão entre as preferidas das crianças. Proporcionam prazer e interação com os amigos. Criança que não se exercita fica mais irritada, mais agitada e não consegue se concentrar. Os exercícios são fundamentais para o bom desenvolvimento musculoesquelético e intelectual das crianças.

Os pais devem criar lugares seguros para brincar e escolher atividades físicas apropriadas a cada idade. Como as atividades geralmente irão ocorrer em ambientes fechados, vale exercitar a criatividade. Criar jogos como caça tesouro e circuitos com atividades como saltar. Há canais infantis ótimo no youtube que propõem atividades como ioga infantil, judô e balé. A música é também uma ótima alternativa, as crianças adoram dançar e há canais e aplicativos com coreografias apropriadas para todas as idades.

De forma ideal, crianças e adolescentes deveriam acumular em torno de 60 minutos por dia de atividade física moderada. Neste período de isolamento domiciliar, uma saída são as brincadeiras que podem ser realizadas em casa, de forma lúdica, como bambolê, cabra cega, amarelinha, pular corda, caminhar sobre corda no chão e outras.

As diretrizes de atividade física recomendas são baseadas na idade. As atividades devem ser adaptadas ao desenvolvimento e as habilidades da criança. Muitas vezes toda a família pode participar de atividade. O amor pela atividade física tende e persistir se os filhos virem seus pais e familiares desfrutando juntos.

Olhando o futuro, muitas concordam que o quando a pandemia finalmente for controlada, os esportes juvenis não serão os mesmo daqui para

O retorno a prática esportiva tem que ser levado em conta os riscos X benefícios de retorno ao esporte e irá depender qual a atividade esportiva, tipo de ambiente que ela é praticada, bem como características individuais. É recomendado que se inicie com exercícios individuais com bastante distanciamento.

O retorno deve ser gradual, pois após um grande período de inatividade física é normal que a criançada queira compensar e exagerar, sendo que isto aumenta os riscos de lesões, sobretudo em um esqueleto que está em crescimento.

 

Sobre o autor:

Dr. Gilberto F. Brandão é Presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica, Diretor Clínico do Instituto Mineiro de Ortopedia e Traumatologia. Miembro de Honor la Sociedad Argentina de Ortopédia y Traumatología Infantil e Membro da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas. Ortopedista Pediátrico do Biocor Instituto.

 

 

 

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