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Apreciação Crítica da obra de Diego Velázquez – Las Meninas (1656)

Descrição Técnica

Autor – Diego Velázquez (1599-1660)

Título –   Las Meninas (As Meninas)

Data – 1656

Técnica – óleo sobre tela

Dimensões – 318 cm × 276 cm

Localização Museu do Prado (Madrid)

Diego Rodríguez de Silva y Velázquez, conhecido como Diego Velázquez, pintor barroco espanhol, nasceu em 06/06/1599, em Sevilha-Espanha, e morreu, em Madrid-Espanha, em 06/08/1661, com 61 anos. É considerado um dos principais representantes da pintura espanhola e um dos mestres da pintura universal.

Em Sevilha, onde viveu os primeiros anos de vida, Velázquez desenvolveu um estilo baseado no claro-escuro. Mudou-se para Madrid com 24 anos, foi nomeado pintor do Rei Filipe IV e logo tornou-se pintor da Câmara do Rei. Produziu, além de telas para decorar os aposentos reais, retratos do rei, da família real e de vários nobres.

O estudo das coleções de pinturas reais e dos pintores italianos, durante sua primeira viagem à Itália, moldaram seu estilo de pincelas rápidas e grande luminosidade.

Nos últimos 10 anos de vida, Velázquez alcançou a genialidade na arte de pintar, evidenciada no retrato “Papa Inocêncio X”, pintado durante sua segunda viagem à Itália, e no quadro “Las Meninas”, pintado quatro anos antes de sua morte.

Na tela “Las Meninas”, Velázquez registrou uma cena palaciana, no Alcázar de Madrid, onde ficava seu atelier. Trata-se de um grupo de pessoas tendo no centro a princesa Margarita Teresa, com cinco anos de idade, ladeada por duas damas de companhia; a da esquerda, Maria Agustina Sarmiento de Sotomayor, serve uma bebida à princesa, e a da direita, Isabel de Velasco, observa atentamente a cena.

Presentes no quadro, além da princesa e das duas damas, dois anões, um cão de raça, a guarda-mor, servidores do palácio, o casal real e o próprio Velázquez. A anã, postada no canto direito da tela, é a alemã Mari Bárbola que acompanhava a princesa desde o seu nascimento. O anão, Nicolasito Pertusato, veio da Itália para servir no palácio e, na cena, provoca com o pé o cão.

A guarda-mor da princesa, postada atrás de uma das damas de companhia, é a viúva Dona Marcela de Ulloa (mãe do cardeal Portocarrero) e está vestida com um manto de viúva muito usado na época. A figura ao lado da guarda-mor é, provavelmente, Diego Ruiz Azcona, escudeiro e educador dos infantes da Espanha. O homem ao fundo da tela é José Nieto, que atuou na corte espanhola como camareiro da rainha.

Refletidos no espelho, os pais da princesa, o rei Felipe IV e Maria Ana de Áustria. O pintor que registra a cena é próprio Diego Velázquez, que magistralmente fez seu autorretrato. Os dois quadros que aparecem na parede ao fundo, “Minerva e Aracné”, de Rubens, e “Apolo e Pan”, de Jordaens, existiam na sala do Alcázar de Madrid.

O quadro é um verdadeiro registro histórico, pois as personagens existiam no palácio e estão na cena em função da princesa, que está no centro da tela. Velázquez batizou o quadro de “Las Meninas” e não “Las Chicas” ou “Las Niñas” por ter sido influenciado pelo idioma de seus avós paternos, o português.

Com um impressionante jogo de luz e sombra, Las Meninas é uma das pinturas mais importantes do século XVI.

 

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg

Fortaleza, 23/10/2020

 

dra. ana

 

 

Coluna Medicina, Cultura e Arte
Autora e Coordenadora: Dra. Ana Margarida Arruda Rosemberg, médica, historiadora, imortal da Academia Cearense de Medicina e conselheira do Jornal do Médico.

 

 

 

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