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Cuidados Paliativos: mais qualidade de vida a quem precisa

A palavra paliativo é derivada do vocábulo latino pallium, que significa manto, cobertor, expressando um propósito de proteção contra as intempéries do caminho. Portanto, Cuidado Paliativo pode ser entendido como Cuidado de Proteção, dentro de uma visão holística das várias dimensões do ser humano (Floriani & Schramm, 2007).

Quando o paciente entra em Cuidados Paliativos já existe culturalmente um peso nesse termo, pois entende-se que Cuidados Paliativos serve apenas para pacientes que estão em sua terminalidade.

A proposta de Cuidados Paliativos é atender o paciente de forma holistica (visando o seu todo) e trata-lo com alguém que tenha uma doenca crônica que cause sofrimento e não somente precisando ter que estar em terminalidade.

Os profissionais de saúde devem estar capacitados para identificar as necessidades do paciente, suas prioridades e se este possui recursos disponíveis para lidar com a situação, dando também suporte à família e mantendo uma boa comunicação. Devem estar pautados na atenção e no respeito aos princípios bioéticos e na adequada e racional utilização dos recursos para definição dos cuidados prestados (Guimarães, 2010; Pereira & Reis, 2007).

Tomando como referência os princípios que regem a filosofia dos Cuidados Paliativos, poderiam ser considerados mais diretamente como norteadores da prática do psicólogo: a promoção do controle da dor e de outros sintomas estressantes; o trabalhar a questão da morte como um processo natural; o oferecimento de um sistema de suporte à família, que possibilite a exata compreensão do processo da doença em todas as fases; oferecer um sistema de suporte que permita ao paciente viver tão ativamente quanto possível, na busca constante para manter sua autonomia; integrar o aspecto clínico com os aspectos psicológico, familiar, social e espiritual ao trabalho; unir esforços de uma equipe multidisciplinar para oferecer o cuidado mais abrangente possível; ter sempre em foco que a melhora da qualidade de vida pode influenciar positivamente no tempo que resta ao doente e que o cuidado deve ser iniciado precocemente (Academia Nacional de Cuidados Paliativos, 2007; Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, 2008; Juver, 2007).

O psicólogo deve estar atento em detectar os conteúdos envolvidos na queixa, no sintoma e na patologia, permitindo assim uma atenção integral e a identificação de desordens psíquicas que geram sofrimento, estresse e também aos mecanismos de defesa negativos que costumam surgir; isso favorece a reorganização da vivência de doença e o uso de recursos adaptativos no sentido de manter o paciente participativo no processo de tratamento (Othero & Costa, 2007).

 

Referencias

Academia Nacional de Cuidados Paliativos (2007). Critérios de qualidade para os cuidados paliativos no Brasil. Rio de Janeiro: Diagraphic.     

Floriani, C. A.; Schramm, F. R. (2007). Desafios morais e operacionais da inclusão dos cuidados paliativos na rede de atenção básica. Caderno Saúde Pública, 23 (9), Rio de Janeiro, Set.

Guimarães, C. A. (2010). Um olhar sobre o cuidador de pacientes oncológicos em cuidados paliativos. Dissertação de Mestrado, PUC, Campinas.

Othero, M. B.; Costa, D. G. (2007). Propostas desenvolvidas em cuidados paliativos em um hospital amparador – terapia ocupacional e psicologia. Revista prática Hospitalar, Ano IX (52), 157-160, Jul./ Ago.

 

 

Sobre a autora:

Zita Ribeiro Gadelha é Psicóloga Hospitalar, tem Experiência em ambulatórios, enfermarias e UTIs. É Pós Graduanda em Psicologia Perinatal (Instituto Suassuna) e Saúde Mental e Atenção Psicossocial (Estácio), e Pós Graduada em PsicoOncologia (Faculdade de Ciências Médicas)

 

 

 

 

 

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