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Apreciação Crítica da obra de Diego Velázquez

Descrição Técnica

Autor – Diego Velázquez (1599-1660)

Título –   Príncipe Baltasar Carlos com um anão

Data – 1631

Técnica – óleo sobre tela

Dimensões – 128 cm × 102 cm

Localização Museu de Belas Artes (Boston-USA)

 

Diego Rodríguez de Silva y Velázquez, conhecido como Diego Velázquez, pintor barroco espanhol, nasceu em 06/06/1599, em Sevilha-Espanha, e morreu, em Madrid-Espanha, em 06/08/1661, com 61 anos. É considerado um dos principais representantes da pintura espanhola e um dos mestres da pintura universal.

Velázquez foi admirado pelos pintores realistas e impressionistas. Édouard Manet afirmou: “Só para ver Velázquez já vale a pena a viagem à Espanha; é o pintor dos pintores. Ele não assombra, me deixa maravilhado”. Pablo Picasso, Salvador Dalí, Francis Bacon, entre outros, homenagearam Velázquez recriando várias de suas obras.

Velázquez, como pintor do Rei Filipe IV (1605-1665), fez inúmeras quadros retratando a família real. O príncipe Baltasar Carlos (1629-1645), único filho homem de Filipe IV e sua primeira esposa Isabel da França (1602-1644), foi imortalizado em inúmeras telas por Velázquez.

Na tela em pauta, Baltasar Carlos, com dois anos, é retratado ao lado de um anão da corte espanhola. É possivel que a figura do anão tenha sido pintada depois, em 1634.  Baltasar Carlos, vestido com o uniforme de um capitão-general,  carrega um sinalizador e uma espada. O anão carrega na mão direita um chocalho e na esquerda uma maçã. Velázquel,  ao utilizar cores fortes e pinceladas soltas nas cortinas e tapetes  contrastando com  a delicadeza do bordado da roupa do principe, evidencia um avanço no estilo e técnica de pintar.

O olhar atento e inteligente de Baltasar Carlos demonstra uma personalidade forte e ele teria sido o herdeiro ideal da coroa espanhola se não tivesse morrido, com 16 anos de idade, vitimado pela varíola.

A Corte Real Espanhola notabilizou-se por seus anões, durante os séculos XVI e XVII. Os mais famosos foram os do reinado de Filipe IV, pintados por Velázquez, que, ao retratá-los, concedeu-lhes um ar de fascinante dignidade. Na corte, os anões atuavam  como companheiros de brincadeira das crianças reais e eram usados, também, para divertir a nobreza ao lado  dos bobos da corte, artistas profissionais e palhaços.

Durante as cerimônias públicas, esses anões ficavam ao lado do rei e da rainha, para realçar o tamanho e o poder real. A estranha aparência dos anões criou alusões de mitologia e magia, como kobolds (duendes) e wights (almas penadas).

A era dos anões da corte na Espanha terminou quando o Rei Felipe V (1683-1746)  modernizou a Corte Real Espanhola, abolindo vários cargos que considerava obsoletos e que estavam fora de moda no resto da Europa, como bobos da corte, tolos e anões.

 

Fortaleza, 29/10/2020

 

dra. ana

 

 

Coluna Medicina, Cultura e Arte
Autora e Coordenadora: Dra. Ana Margarida Arruda Rosemberg, médica, historiadora, imortal da Academia Cearense de Medicina e conselheira do Jornal do Médico.

 

 

 

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