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Toque retal ou exame de sangue – Qual a melhor opção?

O exame de toque retal é o mais indicado para detectar qualquer anormalidade na próstata, principalmente o câncer no órgão. É indolor, bastante rápido (dura cerca de 20 segundos) e não traz nenhum prejuízo ao paciente. Normalmente, é feito por homens a partir dos 50 anos. Os homens negros ou os que tenham histórico familiar da doença devem começar a prevenção a partir dos 45 anos.

Apesar de eficaz, o toque retal ainda é cercado de preconceito, o que é o principal empecilho na luta contra o câncer de próstata. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de três milhões de homens convivem com a doença no país. Em 2019, 42 pessoas do sexo masculino morreram todos os dias por complicações decorrentes do agravamento dessa neoplasia.

Também devido ao preconceito, muitos homens deixam de fazer qualquer tipo de exame preventivo contra o câncer de próstata ou acabam realizando apenas a coleta de sangue, chamada de PSA. Porém, é importante ressaltar que um não elimina o outro: o toque retal pode identificar nódulos ou tumores que o PSA não perceba, assim como para confirmar a existência da doença após o toque, é preciso fazer o exame de sangue.

É necessário entender que o machismo não pode vencer à preocupação com a própria saúde. Isso porque se a doença for detectada tardiamente, a porcentagem de chance de cura diminui consideravelmente. Por isso, a campanha do Novembro Azul surge como uma ferramenta de grande importância para a conscientização e informação dos homens em todo o Brasil.

Além do toque retal e do PSA, outros exames podem detectar ou complementar exames feitos anteriormente pelo paciente, como o de urina, a ultrassonografia transretal, ressonância magnética, e a biópsia da próstata.

Não é necessário nenhum tipo de preparação prévia para o toque retal, assim como cuidados específicos depois de realizá-lo. Rápido e seguro, é uma das maneiras mais eficazes de se detectar, ainda em estágios iniciais, o câncer de próstata e outros problemas.

Sobre o autor:

Dr. Eduardo Miranda é Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia do Ceará – SBU Ceará. Especialista em Andrologia.

Possui treinamento extensivo nos melhores centros do Brasil e dos Estados Unidos. Após concluir residência médica e doutorado em Urologia pela Universidade de São Paulo (USP), foi selecionado para participar de um dos treinamentos clínicos mais concorridos e prestigiados dos Estados Unidos em Nova Iorque, no Memorial Sloan Kettering Cancer Center e na Universidade de Cornell.

 

 

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