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A escolha da máscara para se proteger da COVID-19

Piscamos e lá se vão nove meses de pandemia. Neste tempo todo algumas dificuldades permanecem e uma dificuldade clássica digna de nota é a escolha e utilização de máscara pela população. Sim, ainda precisa usar máscara e assim será ainda nos próximos meses. Mas o fato é que, para muitas pessoas, a máscara já virou um acessório que integra seu guarda-roupa. Mas, além de combinar com sua roupa ou de representar o seu partido político ou time de futebol, sua máscara precisa proteger você de perdigotos e aerossóis com vírus.

Mas o que é um vírus? São seres muito simples e pequenos, formados por uma capa de proteina ao redor do material genético (DNA, RNA ou os dois juntos). Deriva do latim vírus, que significa fluído venenoso ou toxina. Não tem metabolismo próprio, ou seja, sua vida depende de entrar numa célula e lá se reproduzir. E o coronavirus nada mais é que uma família de vírus, que causa infecções respiratórias e, desde 1965, é chamado assim porque, ao exame microscópico, parece uma coroa. Oficialmente, o novo agente do coronavírus (o Sars-Cov-2) foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China e provoca a doença chamada COVID-19. O contato humano com o coronavírus Sars-Cov-2, causador da Covid-19, se dá muitas vezes por perdigotos (gotículas de saliva contendo vírus, que são dispensadas ao ar e precipitadas ao chão ou superfícies de contato durante a tosse ou espirro, caso não seja adota etiqueta respiratória). Este contato também pode se dar ao encostar as mãos em superfícies contaminadas e depois cutucar os olhos, o nariz, a boca… Já os aerossóis são as gotículas de tamanho menor (gotículas pequeninas de saliva contendo vírus, que são dispensadas ao ar durante a tosse ou espirro, caso não seja adota etiqueta respiratória, e que, pelo seu tamanho pequeno, permanecem flutuando no ar). Assim, os vírus tomam conta das células que revestem os olhos, fossas nasais e boca.

Mas como escolher uma máscara boa e durável? Para quem trabalha nos hospitais e outros serviços de saúde existem as máscaras com alta proteção (95%) e as chamadas máscaras cirúrgicas, com proteção um pouco menor. Mas para quem está em casa recebendo uma visita ou mesmo para quem vai a uma consulta, à farmácia ou outro lugar, a preferência é pelas máscaras laváveis, que podem ser reutilizadas múltiplas vezes. Mas como reconhecer se está protegido? É preciso lembrar que o vírus da Covid-19 é muitíssimo pequeno, então a distância entre os fios do qual é feita sua máscara e também o número de camadas do tecido, aliados ao conforto durante o uso, são muito importantes.

Tenho visto vários locais que vendem máscaras que protegem contra poeira, mas nunca contra o vírus da Covid-19, embora isso seja informado aos clientes em uma etiqueta pequena com letras minúsculas. Então, o consumidor é induzido ao erro, pois, se estamos em uma pandemia, é óbvio que ela acredita estar comprando uma máscara que o protegerá durante a presente pandemia e não para varrer a casa ou algo do tipo.

Assim, lembre-se que sua máscara não pode deixar passar aerossóis e que o intervalo de tempo pra a troca de máscaras também é muito importante, pois garante que ela não estará molhada pela sua saliva. Além disso, a máscara deve cobrir a boca e o nariz, sendo amarrada nesta posição com segurança para reduzir as lacunas entre o rosto e a máscara. Além disso, você deve lembrar que a parte externa da máscara (a que fica virada para fora) estará sempre contaminada pelo ambiente, por isso, enquanto estiver utilizando a máscara, evite tocá-la. Após o uso ou durante a troca de máscaras, remova a máscara sem tocar na frente e remova o laço ou nó da parte posterior, caso tenha. Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel antes e depois desta troca também é algo que sempre deve ser feito. E lembre-se sempre que a máscara é de uso pessoal. Assim, ficará protegido e protegerá quem está no seu entorno.

 

Sobre a autora:

A Profa. Dra. Thereza Mª Magalhães Moreira é enfermeira e advogada, além de professora do curso de Enfermagem da UECE. Dra. Thereza também é Pesquisadora do CNPq

 

 

 

 

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