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Asclépio, o deus da medicina

Asclépio é o Deus da medicina e da cura, na mitologia grega. Os romanos o chamavam de Esculápio. Uma das divindades mais populares do mundo antigo, Asclépio foi cultuado em várias regiões e homenageado em templos e hospitais. Para muitos, Asclépio pode ter vivido em torno de 1200 a. C. e depois ter sido divinizado, pois é citado na Ilíada de Homero como um médico que aprendeu a sua arte com Quíron.

Por outro lado, reza a lenda que o Deus Apolo, filho de Zeus, apaixonou-se por Corônis, uma bela mortal. Ao descobrir que ela o havia traído, Apolo disparou uma seta contra o peito dela. Antes de morrer, Corônis disse que gestava um filho seu. Apolo, desesperado, retirou-o de seu ventre e o levou para que o Centauro Quíron o criasse. A filha de Quíron, prevendo o seu futuro, profetizou: “trarás a saúde para todos. Os mortais deverão suas vidas a ti, e a ti será concedido o poder de dar a vida aos que morreram”. E assim foi sua existência. Tinha tanto poder em curar e ressuscitar, que Zeus o puniu, matando-o com um raio. Asclépio é representado como um homem de vasta cabeleira, vestido com uma túnica e apoiado em um cajado que se enrola uma serpente.

Às vezes, aparece ao seu lado um menino, seu filho Telésforo, deus da convalescença. Também pode ser mostrado junto à filha Higeia. Asclépio viveu em Epidauro com sua esposa Epione, e seus filhos: Higeia (higiene), laso (medicina), Akeso (cura), Aglaia (brilho saudável), Panaceia (cura para todos os males), Podalírio e Macaão (deuses protetores dos médicos), Telésforo (deus da convalescença) e Arato. Sobrevivem da Antiguidade várias estátuas de Asclépio e imagens em moedas e camafeus.

A estátua de seu principal templo, em Epidauro, era de ouro e marfim, tinha seis metros de altura. Nela, ele aparecia sentado em um trono, pousando sua mão direita sobre uma serpente e a esquerda sobre um cajado. Asclépio foi representado em moedas cunhadas por 46 imperadores romanos. No Louvre, na ala Denon, existe uma escultura de Esculápio e outra de Higeia. Na Galeria Borghese, em Roma, há um templo dedicado a Esculápio. Os deuses não morrem. Asclépio continua vivo. Ele permanece como símbolo da medicina em inúmeros países do mundo, inclusive na bandeira da Organização Mundial da Saúde.

 

Publicado na Revista Jornal do Médico, N° 52, ano 2013

 

dra. ana

 

Atora: Dra. Ana Margarida Arruda Rosemberg, médica, historiadora, imortal da Academia Cearense de Medicina e conselheira do Jornal do Médico.

 

 

 

 

 

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