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Apreciação crítica da obra O Grito

Descrição Técnica

Título – O Grito

Autor – Edvard Munch (1863-1944)

Ano – 1893

Técnica – há cinco versões (duas pinturas, uma a pastel, uma a lápis e uma litografia)

Dimensões – 91 x 74 cm

Localização – Galeria Nacional da Noruega, Oslo

 

Edvard Munch, filho de Christian Munch e de Laura Catherine, nasceu em 12/12/1863, em Ådalsbruk-Noruega, e faleceu no dia 23/01/1944, em Oslo-Noruega, com 80 anos. Aos cinco anos de idade perdeu sua mãe, de 33 anos, e aos 14 anos perdeu sua irmã, de 15 anos, ambas para a tuberculose, doença conhecida na época como “Peste Branca”.

Em 1885, durante uma estada em Paris, Munch foi influenciado pelos artistas:  Vincent van Gogh, Paul Cézanne, Toulouse-Lautrec e Paul Gauguin.

Ao retorna a Noruega, passou a pintar com cores fortes e vibrantes, em contraste com os tons sombrios que usava anteriormente.

A obra “O Grito”, que se apresenta em cinco versões, feitas entre 1893 e 1917, simboliza o angustia sendo extravassada por uma figura, em uma ponte, na “Doca do Fiorde”, de Oslo. O plano de fundo é o pôr do sol, em cores vermelhas e sinuosas, um povoado, que fica perto de Oslo, e as águas ondulantes e azuladas do fiorde.

Segundo Donald Olson, professor de astrofísica da Universidade do Texas, esse pôr do sol vermelho escaldante foi provavelmente causado pelas cinzas emitidas durante a erupção do vulcão Krakatoa, em 1883.

A personagem principal da tela é uma figura andrógena, que guarda forte semelhança com uma múmia de Chachapoyas, encontrada no Peru.

Segundo o historiador de arte Robert Rosenblum, Munch viu a múmia em uma exposição em Paris e se inspirou nela para pintar a primeira versão da tela.

Os dois vultos, ao fundo, são longilíneos. Tanto a ponte como os dois vultos se apresentam com traços retos em contraste a figura andrógena, formada por traços sinuosos.

Segundo muitos historiadores de arte, a personagem que emite esse grito é o próprio Munch, que teve uma vida emocional conturbada e marcada pela doença. Em 1892, ele  foi acometido de um ataque de pânico e o descreveu assim:

“Eu estava caminhando por um caminho com dois amigos – o sol estava se pondo – de repente o céu ficou vermelho como o sangue. Parei, cansado, e encostei-me a uma cerca – havia sangue e línguas de fogo acima do fiorde preto-azulado da cidade – meus amigos continuaram, e eu fiquei lá, tremendo de ansiedade – senti um grito interminável que passou pelo universo e que rasgou a natureza.”.

A versão da tela que fica na Galeria Nacional de Oslo foi roubada, no dia 12 de fevereiro de 1994, mas foi recuperada em 7 de maio do mesmo ano, em uma ação conjunta da polícia local com a Scotland Yard. Em agosto de 2004, a versão exposta no “Munch Museu” foi roubada e recuperada em agosto de 2006, com danos na pintura.

A série “O Grito”, descrita pelo Munch como “O Friso da Vida”, é um poema sobre a vida, amor e morte.

Edvard Munch e Vincent van Gogh são precursores do movimento expressionista.

“O Grito’ é  uma das pinturas mais importantes do expressionismo e, juntamente, com a “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci, um ícone cultural.

 

 

Fortaleza, 11.02.2021

 

dra. ana

 

Autora: Dra. Ana Margarida Arruda Rosemberg, médica, historiadora, imortal da Academia Cearense de Medicina e conselheira do Jornal do Médico.

 

 

 

 

 

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