Será que os rapazes estão mesmo em crise? O que diz a ciência na era da manosfera?

Artigo publicado na Nature em 31/03/2026,em que uma pesquisadora britânica afirma que alguns dados sugerem que rapazes e jovens estão tendo dificuldades na escola, com a saúde e com a masculinidade. Mas será que falar de uma crise masculina, marginaliza ainda mais as mulheres e as meninas?

No ano passado, a psicóloga Lee Chambers percorreu o Reino Unido para ouvir meninos. Em seu trabalho de treinamento em igualdade para empresas, ela havia conhecido centenas de pais, que diziam estar preocupados com o fato de seus filhos estarem enfrentando dificuldades após a pandemia de COVID-19, e sendo manipulados online. Então, ela decidiu ir descobrir, como é realmente a vida de jovens de 12 a 16 anos.

Os resultados desta pesquisa, que incluiu a opinião de mais de 1.000 adolescentes, revelaram as frustrações dos meninos com o mundo moderno. Mais de 80% disseram que não existem espaços físicos suficientes, como parques ou clubes para jovens, para serem meninos. Mais da metade considerou o mundo online, mais gratificante do que o físico. E quase 80% disseram não ter clareza sobre o que é masculinidade. “É tóxico, é tudo o que eu ouço”, disse um participante.

A ideia de que meninos e jovens estão enfrentando dificuldades não é uma preocupação nova, mas a apreensão se intensificou nos últimos anos. Globalmente, há mais meninos do que meninas fora da escola, e os jovens do sexo masculino, têm menos probabilidade do que as jovens do sexo feminino, de frequentar o ensino superior. Pesquisas sugerem que meninos e jovens do sexo masculino tendem a ter menos conexões próximas e menos apoio emocional do que meninas e jovens do sexo feminino, e muitos se sentem pressionados a se conformar a ideias estereotipadas de masculinidade e imagem corporal.

A série de sucesso da Netflix do ano passado, Adolescence, gerou preocupação generalizada de que adolescentes do sexo masculino estivessem sendo atraídos para a “manosfera”, uma rede de espaços online, voltada para o público masculino e frequentemente misóginos. Algumas pessoas “diriam que os meninos estão em crise”, afirma Matt Englar-Carlson, especialista em aconselhamento e diretor do Centro para Meninos e Homens da Universidade Estadual da Califórnia.

É desconfortável e, às vezes, controverso falar sobre uma “crise” masculina, diante da discriminação arraigada e, muitas vezes, crescente, contra meninas e mulheres. Nenhum país no mundo alcançou a igualdade de gênero, e um em cada quatro relatou uma reação negativa contra os direitos das mulheres em 2024. “Concordo com essa ‘crise para os meninos’, mas, em muitos aspectos, a situação ainda é muito pior para as meninas adolescentes”, afirma Sarah Baird, pesquisadora da área da saúde na Universidade George Washington. Algumas pessoas temem que a abordagem de “meninos em crise” agrave a situação, incentivando os jovens a se verem como vítimas da desigualdade de gênero, alimentando ressentimentos e visões hostis. Criar “indignação moral entre os meninos, com a sensação de que o mundo está contra eles” pode alimentar frustrações, diz Chambers, fundadora da organização sem fins lucrativos Male Allies UK, sediada em Preston, no Reino Unido.

Em vez de focar nos problemas dos meninos, dizem os pesquisadores, é importante compreender os desafios que todos os jovens enfrentam. “Acho que essa falha em enxergar os meninos adolescentes como um grupo vulnerável, tem sido problemática tanto para meninos quanto para meninas”, afirma Baird.

Ela e outros argumentam que, estudar e investir em todos os adolescentes é crucial, especialmente agora. “O mundo é bastante desafiador para os meninos, quando não está muito claro como será o futuro ou o que se espera deles”, diz Chambers. E, como sua jornada de escuta mostrou, eles estão tentando descobrir isso de várias maneiras. “Alguns estavam tentando mudar o mundo”, diz ele. “Outros queriam destruir o mundo inteiro.”

Disparidades educacionais

Em 2022, a UNESCO, organização das Nações Unidas para a educação e a cultura, publicou uma análise de dados global inédita, sobre o desinteresse dos meninos pela educação. Segundo o estudo, as meninas têm maior probabilidade de nunca ingressar na escola, enquanto os meninos têm maior probabilidade de não progredir e não concluir o ensino médio.

A magnitude e as tendências das disparidades de gênero variam de um país para outro, mas alguns dos padrões mais consistentes que favorecem as mulheres, são observados no ensino superior. A UNESCO estimou, em 2025, que havia 80 jovens do sexo masculino matriculados na universidade para cada 100 jovens do sexo feminino em cerca de 40 países. Nos Estados Unidos, os homens receberam 41,5% dos diplomas de bacharelado em 2021-2022, em comparação com 57% em 1969-1970.

Esses dados não sugerem necessariamente uma crise educacional para os meninos. Em muitas áreas, as meninas têm alcançado e até mesmo ultrapassado os meninos. Por exemplo, em 2000, havia mais meninas fora da escola do que meninos, mas essa diferença diminuiu e se inverteu desde então, acompanhando os esforços bem-sucedidos para aumentar a escolaridade feminina. Em 2023, 139 milhões de meninos e 133 milhões de meninas estavam fora da escola.

As deficiências educacionais para os meninos eram anteriormente evidentes em países de alta renda, mas a análise da UNESCO de 2022, mostrou que “essa situação mudou”, e agora inclui também diversos países de baixa e média renda, afirma Matthias Eck, especialista em educação e igualdade de gênero da UNESCO em Paris.

A pobreza é um dos principais motivos pelos quais os meninos fracassam ou abandonam a escola, dizem especialistas em educação, pois cria pressão para que eles consigam trabalho remunerado. Outro fator é que os meninos são mais propensos do que as meninas a sofrer violência por parte de professores e colegas na escola; e as expectativas de gênero também podem minar o desejo dos meninos de aprender. Mas essas dificuldades não se refletem no mercado de trabalho, onde as mulheres enfrentam taxas de empregos e salários mais baixos na maior parte do mundo.

Eck destaca o panorama geral. Em 2023, apenas cerca de 44% dos estudantes em todo o mundo atingiram um nível básico de proficiência em matemática ao final do ensino fundamental, e apenas 59% concluíram o ensino médio. “O que estamos enfrentando é, na verdade, uma crise de aprendizagem”, afirma.

Saúde na adolescência

As preocupações com uma crise masculina não se restringem à educação, elas também se concentram na saúde.

O estudo Global Burden of Disease, a maior análise sobre perda de saúde devido a mortes e doenças, revela uma diferença marcante entre a saúde de adolescentes do sexo masculino e feminino (definidos como indivíduos de 10 a 24 anos). Lesões, incluindo aquelas decorrentes de acidentes de trânsito, violência, automutilação, conflitos, quedas e afogamentos, representam 33% da vida saudável perdida por morte ou doença entre os homens e 15% entre as mulheres.

Lesões são “muito mais frequentes entre meninos”, afirma Luisa Sorio Flor, pesquisadora de saúde pública da Universidade de Washington, que trabalha no estudo Global Burden of Disease. Um dos motivos, segundo ela, é que os meninos, em geral, tendem a ser mais confiantes e a correr riscos.

“Eu diria que os meninos, em geral, são mais imprudentes do que as meninas”, concorda Lucas, de 12 anos, de Hertfordshire, Reino Unido, cujo sobrenome foi omitido para proteger sua identidade. E “às vezes, pode haver um pouco de pressão dos colegas”, acrescenta.

Muitos pesquisadores destacam os níveis alarmantemente altos de violência vivenciados por jovens. Meninas são mais propensas do que meninos a sofrer violência sexual e violência em relacionamentos, enquanto meninos enfrentam mais violência física por parte de colegas e adultos, incluindo homicídios. Parte disso se deve ao fato de os meninos serem mais propensos a serem recrutados para conflitos. A comissão Lancet sobre saúde do adolescente, que Baird copresidiu, estimou em um relatório de 2025, que a proporção de adolescentes que vivem em regiões afetadas por guerras e conflitos, aumentou de 11% para 18% entre 1990 e 2022.

Para os meninos, a violência vivenciada ou presenciada em casa, na escola e online, “é como a água em que nadamos”, diz Gary Barker, que dirige a Equimundo, uma organização internacional com sede em Washington, que visa engajar meninos e homens na igualdade de gênero e na prevenção da violência. E vivenciar a violência muitas vezes “se transforma na perpetração de alguma forma de violência”, afirma ele.

Crise de conexão

Outro argumento para uma crise entre os meninos, decorre das preocupações com o agravamento de sua saúde mental. Isso não é exclusivo dos meninos: estudos mostram que os transtornos mentais são um problema de saúde grande e crescente para todos os adolescentes. O número de anos de vida saudável perdidos devido a transtornos mentais entre jovens de 10 a 24 anos em todo o mundo, aumentou de cerca de 27 milhões para 47 milhões entre 1990 e 2023, de acordo com o estudo Global Burden of Disease.

Mas os dados revelam diferenças na saúde mental de meninos e meninas. No geral, mais adolescentes do sexo feminino do que do sexo masculino, apresentam algum transtorno mental, e as taxas estão aumentando mais acentuadamente entre as meninas. Ansiedade e depressão são mais prevalentes em meninas, afirma Flor, enquanto o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e transtornos de conduta, como comportamento agressivo, são mais comuns em meninos.

E muito mais meninos do que meninas morrem por suicídio. Entre adolescentes de 15 a 19 anos em países de alta renda, 9 em cada 100.000 meninos e 3 em cada 100.000 meninas tiram a própria vida. “Não há como falar sobre meninos sem falar sobre automutilação e suicídio”, diz Flor.

Parte do aumento nos transtornos mentais provavelmente se explica pela maior conscientização e detecção dessas condições. A pandemia de COVID-19 fez com que as taxas disparassem, e a tecnologia, o isolamento, a pobreza, a violência e outros fatores, também podem estar contribuindo. Algumas pessoas apontam o dedo para o uso crescente de smartphones e redes sociais, mas as pesquisas até agora não mostram claramente, se e em que medida, isso está afetando a saúde mental dos adolescentes em nível populacional, embora as redes sociais tenham sido associadas a alguns casos individuais de danos.

Para meninos e jovens, o problema pode ser agravado pelo que Barker chama de “crise de conexão”, a falta de pessoas a quem recorrer em busca de apoio. Em uma pesquisa de 2024, com jovens de 13 a 17 anos nos Estados Unidos, realizada pelo Pew Research Center, um centro de estudos em Washington, 38% dos adolescentes do sexo masculino disseram se sentir à vontade para conversar com amigos sobre sua saúde mental, em comparação com 58% das adolescentes do sexo feminino. “Eu diria que, para um menino, pode ser mais difícil se abrir com as pessoas”, diz Lucas. “As meninas têm, de certa forma, as ferramentas para encontrar apoio ou ter pessoas a quem recorrer”, afirma Kim Parker, diretora de pesquisa de tendências sociais do Pew Research Center. Uma pesquisa da Equimundo em 2017 revelou, que 66% dos jovens americanos acreditavam que os homens deveriam resolver seus problemas pessoais sozinhos, sem pedir ajuda a ninguém.

Englar-Carlson afirma que essas diferenças decorrem, em parte, da forma como meninos e meninas são socializados. Os adultos costumam reconhecer e demonstrar empatia quando as meninas expressam emoções, enquanto os meninos recebem a mensagem de que devem parar de chorar ou serem fortes. “Assim, desde cedo, os meninos podem aprender a não expressar suas emoções em palavras”, conclui.

Homens e masculinidade

Ideias estereotipadas de masculinidade são comuns entre meninos e homens. A pesquisa da Equimundo de 2017, que entrevistou mais de 1.000 homens nos Estados Unidos, Reino Unido e México, constatou que uma parcela considerável de homens (aproximadamente 40 a 60%), se sentia pressionada a ser um certo tipo de homem: durão, autossuficiente, atraente, heterossexual, provedor financeiro, agressivo, pronto para o sexo e no controle dos relacionamentos. Em 2025, outro estudo da Equimundo relatou que 55% dos homens americanos de todas as idades disseram, que um homem merece saber onde sua namorada ou esposa está o tempo todo, um aumento em relação aos 46% em 2017. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 57% concordaram com essa afirmação. “Na verdade, estamos retrocedendo em termos de aceitação, por parte dos jovens, de ideias mais equitativas em termos de gênero e menos restritivas sobre masculinidade”, afirma Barker.

Muitos meninos e homens também aspiram a um estereótipo físico masculino, segundo pesquisas. A imagem do corpo masculino retratada na mídia, tornou-se cada vez mais musculosa e com corpos maiores nas últimas décadas, afirma Jason Nagata, médico especializado em saúde do adolescente na Universidade da Califórnia. Pesquisadores já documentaram há tempos que a exposição a imagens corporais irreais na mídia, está ligada à insatisfação corporal e a distúrbios alimentares em meninas e mulheres. E agora, “não faltam influenciadores online que promovem a musculatura”, diz Nagata.

Isso ajuda a explicar a crescente prevalência de problemas de imagem corporal entre meninos e jovens adultos. Os estudos de Nagata mostraram, que cerca de 30% dos adolescentes estão tentando ganhar peso e 22% dos homens de 18 a 24 anos disseram, que estavam tentando ganhar massa muscular mudando a alimentação ou tomando suplementos ou esteroides.

Barker afirma que alguns homens se apegam a uma “versão ultrapassada de masculinidade que não serve ao propósito”. Essa versão “prioriza ser provedor a todo custo, quando existe um mercado econômico global que nos tornou bastante instáveis ​​em termos de nossa capacidade de sermos provedores econômicos”, diz ele.

E essa incerteza sobre o futuro pesa muito para os meninos, dizem pesquisadores e especialistas. Na pesquisa de Chambers, 64% dos meninos disseram que a escola não os estava preparando para o futuro. “É mais difícil do que você imagina ser menino com toda essa pressão”, disse um participante.

Entre na manosfera

Nos últimos anos, cresceram os temores sobre a influência das redes sociais e do mundo online em geral, sobre meninos e jovens. Crianças no Reino Unido, com idades entre 8 e 14 anos, passavam em média cerca de três horas online por dia, de acordo com dados coletados entre 2024 e 2025 pela Ofcom, órgão regulador de segurança online do Reino Unido. “A internet é o único lugar onde posso encontrar pessoas que gostam do que eu gosto”, disse um menino no estudo de Chambers.

Em uma pesquisa de 2024, com mais de 3.000 jovens de 16 a 25 anos nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, 63% disseram interagir regularmente com conteúdo de pelo menos um influenciador online relacionado à masculinidade ou ao universo masculino. A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Movember de Saúde Masculina, com sede em Melbourne, Austrália, o braço de pesquisa e políticas da organização global de saúde masculina Movember. O estudo descobriu, que aqueles que assistiam a esse tipo de conteúdo, eram mais propensos do que aqueles que não assistiam, a concordar que os homens precisam controlar suas emoções, que os homens devem ser líderes e chefes, e que as mulheres usam o feminismo para oprimir os homens. O estudo não conseguiu demonstrar que a manosfera causou essas visões, mas pesquisas realizadas desde então, “nos dão confiança de que esse mundo está tendo um impacto”, afirma Sarah Sternberg, que lidera o trabalho sobre masculinidade no Movember, em Londres.

Em um estudo de 2023 da Equimundo, cerca de 20% dos homens nos Estados Unidos, com idades entre 18 e 23 anos, disseram confiar no influenciador digital Andrew Tate, conhecido por suas visões misóginas e que enfrenta acusações de estupro e tráfico humano no Reino Unido. O mundo digital “tornou-se um espaço, particularmente, para o recrutamento e engajamento dos jovens mais vulneráveis, que se sentem mais socialmente desconectados”, diz Barker.

Mas o quadro é complexo, afirmam os pesquisadores. Após a exibição da série Adolescence, houve “um grande pânico de que meu filho assistiria a cinco minutos de Andrew Tate, e se tornaria um predador sexual”, diz Barker. No entanto, alguns jovens “nos dizem: ‘Olha, eu tenho um detector de besteiras. Somos consumidores críticos’”. Um estudo de 2024 da Equimundo sobre a manosfera descobriu, que cerca de 70% do conteúdo visualizado por jovens homens, poderia ser classificado como positivo ou relativamente inócuo, como jogos, e-sports e saúde.

As redes sociais e o mundo digital podem oferecer conexões sociais e informações — não são “inerentemente ruins”, afirma Baird. A chave para os jovens é “garantir que tenhamos políticas em vigor que os protejam, mas também garantir que não os isolemos desse mundo incrível que existe lá fora”.

A crise dos jovens

Em vez de se concentrar numa crise específica de meninos ou meninas, muitos especialistas defendem que a prioridade deve ser o apoio aos jovens em geral, por vezes de uma forma neutra em termos de género. Um estudo de 2019 analisou evidências sobre 270 intervenções educativas em países de baixo e médio rendimento, para verificar quais delas impulsionaram a aprendizagem das meninas e o seu acesso à escola. O estudo concluiu que as intervenções direcionadas às meninas, como bolsas de estudo, não foram mais eficazes do que intervenções mais gerais, que beneficiaram meninos e meninas, como transferências de rendimentos para as famílias condicionadas à frequência escolar das crianças, ou programas que melhoram o ensino.

Outra abordagem promove o que por vezes se denomina masculinidade saudável ou positiva, através de uma crescente variedade de programas. Muitos investigadores consideram as escolas fundamentais para este objetivo, “um local de prevenção primária”, afirma Englar-Carlson.

A Equimundo desenvolveu um programa (chamado Manhood 2.0 nos Estados Unidos, e com outros nomes noutros locais), que visa abordar as atitudes e os comportamentos de rapazes e jovens. O programa já foi utilizado em mais de 36 países, e envolve discussões e dramatizações sobre o que significa ser homem. O Instituto Movember criou e testou um programa para clubes esportivos, que incentiva meninos e homens a conversarem sobre saúde mental.

Mesmo com todas as suas preocupações, alguns especialistas veem progresso e motivos para ter esperança. Chambers afirma que se sentiu mais otimista em relação aos meninos ao final de sua jornada de escuta, do que no início. Ele ouviu algumas coisas que o preocuparam, mas também viu meninos criando grupos de ação climática, fóruns sobre diversidade e combatendo o sexismo. “Eu realmente me senti inspirado”, disse ele. “Definitivamente, me senti mais esperançoso em relação aos meninos como um grupo.”

Veja o artigo original: https://www.nature.com/articles/d41586-026-00968-0

Dr. Dylvardo Suliano, Médico Pneumologista e Colunista do Jornal do Médico
Dr. Dylvardo Suliano, Médico Pneumologista e Colunista do Jornal do Médico

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