Reportagem: Argollo de Menezes
CEO, Editor Jornal do Médico®, Jornalista DRT-CE 1950 e Membro Honorário SOBRAMES-CE |
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Em entrevista exclusiva ao Portal Jornal do Médico®, o novo presidente da Unimed Fortaleza, Dr. Flávio Ibiapina, detalha as estratégias da cooperativa para a nova gestão. Entre os destaques, o gestor aponta o uso de Inteligência Artificial para otimizar o desfecho clínico, a expansão sustentável da rede própria para a Região Metropolitana e a criação de um Conselho Cooperativista para estreitar os laços entre a diretoria e os mais de 4.300 médicos cooperados.
Jornal do Médico®: Falando sobre o equilíbrio entre a expansão que a Unimed Fortaleza teve nos últimos anos e a sustentabilidade, como a sua gestão pretende planejar a eficiência operacional sem pressionar as sobras para os cooperados?
Dr. Flávio Ibiapina: É um prazer falar para o Jornal do Médico, veículo que é referência para a classe médica no Ceará. Na última gestão, realizamos um processo de expansão da rede própria e de verticalização. Diferente de outras experiências, nossa verticalização adotou duas premissas: aumentar o acesso ao beneficiário — inaugurando hospitais e pronto-atendimentos mais próximos do seu domicílio — e manter a qualidade e segurança do paciente acima de tudo. É o DNA da Unimed Fortaleza. Nossa rede própria é a primeira rede privada de saúde do mundo acreditada pela metodologia canadense Qmentum, na categoria Diamante.
Jornal do Médico®: Como essa excelência na rede própria reflete na rede credenciada?
Dr. Flávio Ibiapina: Diferente de outras experiências de verticalização que buscavam apenas controlar custos, nós prezamos pela qualidade. Temos um modelo de assistência que desejamos ver implementado também na rede credenciada. Como temos essa experiência de qualidade, segurança e eficiência “dentro de casa”, conseguimos modelar esses padrões para cobrá-los da rede externa.
Jornal do Médico®: Qual será o ritmo de crescimento daqui para frente?
Dr. Flávio Ibiapina: A velocidade agora será mais controlada. Pretendemos expandir algumas unidades de pronto-atendimento para a Região Metropolitana, como Eusébio e Caucaia, considerando o crescimento da cidade. Nossa maturidade de informação deve ser condizente com a expansão. Algumas redes expandiram de forma acelerada via aquisições e perderam eficiência operacional por falta de histórico dos dados. É preciso conjugar expansão com segurança no processamento das informações.
“A Unimed Fortaleza hoje é uma empresa baseada em dados, onde realmente procuramos ter todos os elementos antes de definir algum passo no nosso planejamento e nas nossas ações do dia a dia.”
Jornal do Médico®: Sobre tecnologia, Inteligência Artificial e Big Data: como vocês pretendem utilizar essas ferramentas para melhorar a experiência do usuário e o desfecho clínico?
Dr. Flávio Ibiapina: Temos hoje uma gerência de inteligência de dados que faz o tratamento de todas as informações da empresa. Além disso, trabalhamos na integração dos dados clínicos de atendimento. Hoje, possuímos o “Histórico de Saúde”, um grande repositório com dados clínicos dos últimos cinco anos de atendimentos realizados na rede própria. A Inteligência Artificial processa esse volume gigante de informações e gera um resumo estruturado para que o médico assistente consiga verificar rapidamente o histórico.
Jornal do Médico®: Em um cenário de verticalização agressiva por grandes grupos, como a Unimed Fortaleza planeja fortalecer o protagonismo do médico cooperado?
Dr. Flávio Ibiapina: Voltando ao nosso DNA de cooperativa. Nossa força é o cooperado. Estamos formatando o Conselho Cooperativista, uma inovação que servirá como canal de interlocução permanente. Queremos resgatar o orgulho de pertencer à Unimed. O diferencial sempre foi que os donos do negócio atendem os seus beneficiários. Resgatar esse sentimento e fazer do médico o “garoto-propaganda” da Unimed Fortaleza sempre nos diferenciará no mercado competitivo.