A acatisia aguda induzida por medicamentos é uma síndrome caracterizada por intensos sentimentos de inquietação e uma vontade incontrolável de se mover. Essa condição está frequentemente associada ao uso de antipsicóticos (neurolépticos) e certos outros medicamentos, como antidepressivos e antieméticos.
Os sintomas da acatisia aguda geralmente aparecem poucos dias após o início do tratamento medicamentoso ou após um aumento da dose. Pacientes com acatisia descrevem uma inquietação interna insuportável e uma vontade compulsiva de se mover, frequentemente acompanhada de ansiedade e irritabilidade. Isso pode levar a movimentos repetitivos, como andar de um lado para o outro, sacudir as pernas ou mudar de posição na cadeira.
A patogênese da acatisia aguda é complexa e não totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva uma disfunção do sistema dopaminérgico. Os antipsicóticos, ao bloquearem os receptores de dopamina no cérebro, alteram o equilíbrio neuroquímico, contribuindo para o desenvolvimento dos sintomas da acatisia. Outros neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, também podem estar envolvidos.
O tratamento da acatisia aguda induzida por medicamentos envolve principalmente a redução ou suspensão do medicamento causador, se possível. Medicamentos como betabloqueadores (propranolol), benzodiazepínicos (clonazepam) e anticolinérgicos (benztropina) são usados para aliviar os sintomas. Antagonistas da serotonina, como a mirtazapina, também podem ser eficazes em alguns casos.
A prevenção da acatisia aguda envolve o manejo cuidadoso da terapia medicamentosa, começando com doses baixas e aumentando-as gradualmente, bem como o monitoramento cuidadoso dos pacientes em busca de sinais precoces de inquietação. A conscientização e o manejo oportuno são cruciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com essa condição debilitante. A acatisia é uma síndrome neurológica caracterizada por inquietação motora e um desejo compulsivo de se mover. O termo deriva do grego “akathemi”, que significa “incapaz de ficar parado”. Esse distúrbio é frequentemente associado ao uso de medicamentos, particularmente antipsicóticos e antidepressivos, mas também pode ser causado por outras condições médicas. Tipos ou variantes
Existem diversas variantes de acatisia, incluindo:
- Acatisia aguda: Desenvolve-se rapidamente, frequentemente em horas ou dias após o início da medicação;
- Acatisia crônica: Persiste por um período prolongado, mesmo após a suspensão da medicação causadora;
- Acatisia tardia: Ocorre após o uso prolongado de medicamentos antipsicóticos;
- Pseudoacatisia: O paciente relata sintomas de inquietação sem movimentos visíveis.
O que causa acatisia?
A acatisia é frequentemente causada pelo uso de medicamentos antipsicóticos, que atuam nos receptores de dopamina no cérebro. Outros medicamentos, como alguns antidepressivos e antieméticos, também podem induzir acatisia. Em casos raros, a acatisia pode ser causada por condições neurológicas, como a doença de Parkinson ou lesão cerebral.
Sintomas e manifestações
Os sintomas da acatisia incluem:
- Inquietação motora, com uma necessidade constante de se mover;
- Incapacidade de ficar sentado ou em pé por longos períodos;
- Ansiedade e tensão interna;
- Movimentos repetitivos, como balançar o corpo ou andar de um lado para o outro.
Diagnóstico
O diagnóstico de acatisia baseia-se principalmente na observação clínica e no histórico médico do paciente. O médico pode realizar um exame físico e avaliar os sintomas relatados. É importante descartar outras condições que possam causar sintomas semelhantes, como ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo.

Rossana kopf – Psicanalista
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