Médicos brasileiros estão na mira de uma nova onda de fraudes eletrônicas. Profissionais de diferentes regiões vêm relatando o recebimento de mensagens fraudulentas, enviadas via WhatsApp e e-mail, cobrando a quitação de supostas dívidas com os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs).
Para pressionar a vítima, os criminosos incluem links de pagamento e utilizam tom intimidador, ameaçando suspender o registro profissional caso o valor não seja transferido de imediato.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) reforçou que se trata de um golpe cibernético e orienta a categoria a não clicar em nenhum link recebido por canais não verificados.
Como operam as entidades médicas oficiais
Sem cobranças diretas por aplicativo: Nem o CFM nem os CRMs utilizam WhatsApp ou e-mail para exigir transferências, boletos emergenciais ou pagamentos de pendências financeiras.
Sem exigência de dados sensíveis: As entidades não solicitam fotos de documentos, senhas ou dados cadastrais por meio de mensagens de texto.
Competência financeira: O CFM não arrecada anuidades ou taxas diretamente; essas cobranças competem exclusivamente aos CRMs, sempre por meio de plataformas institucionais.
Canais seguros e providências
Para verificar a regularidade financeira, emitir boletos legítimos ou quitar pendências, o médico deve acessar exclusivamente o portal oficial do CRM Virtual (crmvirtual.cfm.org.br) ou o site oficial do conselho regional do seu estado.
Caso receba qualquer notificação suspeita, não forneça informações e acione os canais formais de atendimento do seu CRM para checar a procedência, além de registrar um boletim de ocorrência junto à polícia civil para ajudar no mapeamento da fraude.







