CEO, Editor Jornal do Médico®, Jornalista DRT-CE 1950 e Membro Honorário SOBRAMES-CE
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O Encontro Nacional do Médico Jovem, promovido pela SOMERJ em parceria com a AMB, acontece nos dias 6 e 7 de novembro na histórica Santa Casa de Misericórdia do Rio. Em entrevista exclusiva ao Jornal do Médico®, o presidente da entidade fluminense, Dr. Romulo Capello, destaca os debates que vão além do consultório tradicional — da gestão de carreira e retorno financeiro à saúde mental, protagonismo feminino e segurança na prática clínica.
Jornal do Médico®: Dr. Rômulo, a SOMERJ e a AMB realizam um encontro conjunto com foco central na transição para a prática médica. Na visão da entidade, qual é o principal papel do associativismo hoje para acolher esse recém-formado diante de um mercado de trabalho cada vez mais concorrido e desafiador?
“A finalidade das associações médicas é atender ao médico como um todo — e isso inclui, obrigatoriamente, o médico jovem e o estudante ainda na graduação.”
Jornal do Médico®: E qual é a razão de integrar o estudante e o recém-formado desde cedo nesse escopo associativo?
“Valorizamos o médico que se torna um especialista na sua área, orientando sobre título, residência e regramento da profissão.”
Jornal do Médico®: Trata-se, então, de oferecer uma mentoria para a vida além da sala de atendimento?
Jornal do Médico®: A programação traz temas que vão além da clínica tradicional — como planejamento de carreira, proteção jurídica, finanças e impacto da inteligência artificial. Por que foi fundamental incluir essas competências práticas no debate com o médico jovem?
“O médico, por si só, não é um profissional que fica dentro de uma sala prestando atendimento: ele é pai de família, cidadão e está inserido no contexto social.”
Jornal do Médico®: E onde entra o papel complementar da entidade médica nesse percurso?
“No processo associativo, vamos além da prática clínica: mostramos que o médico precisa construir uma carreira digna e obter retorno financeiro do seu investimento acadêmico.”
Jornal do Médico®: Ou seja, um preparo completo para as exigências cotidianas e burocráticas da profissão?
“Com tantas mudanças legislativas e exigências novas, a mentoria associativa é essencial para que o médico conheça a fundo o terreno em que pisa.”
Jornal do Médico®: Assuntos urgentes como a saúde mental na residência, a atuação da mulher médica e a segurança contra agressões no ambiente de trabalho estão na pauta do encontro. No tocante à presença feminina e à violência nos postos de saúde, como as entidades se posicionam?
“As mulheres já são a maioria dos médicos no Brasil e representam 60% dos bancos acadêmicos: a atenção às suas demandas e à maternidade é indispensável.”
Jornal do Médico®: E em relação à integridade física dos médicos em unidades de pronto atendimento e emergências?
“Discutir a segurança do médico nos hospitais de porta aberta vai além da medicina: é uma cobrança direta por segurança pública eficiente.”
Jornal do Médico®: E no que diz respeito ao sofrimento psíquico, como lidar com o impacto emocional e a sobrecarga que atingem diretamente acadêmicos e residentes?
“Jovens entram muito cedo na faculdade e se deparam com a dor do paciente; sem apoio estruturado, a sobrecarga da formação vira uma bola de neve.”
Jornal do Médico®: O cenário pós-pandemia agravou esse quadro de vulnerabilidade?
“É papel do associativismo criar métricas e redes reais de suporte emocional dentro das faculdades e nas residências médicas.”
Jornal do Médico®: O evento acontece nos dias 6 e 7 de novembro em um local histórico como a Santa Casa de Misericórdia do Rio. Qual é a mensagem e a relevância de reunir os jovens nesse cenário icônico?
Jornal do Médico®: O que essa imersão representa para as novas gerações de médicos?
Sobre o entrevistado:
Dr. Rômulo Capello Teixeira (CRM: 5243850-7/RJ) é Presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (SOMERJ) nos triênios 2024–2026 e 2027–2029, e Diretor Cultural da Associação Médica Brasileira (AMB), triênio 2024–2026. Atuou como Secretário-Geral da SOMERJ (triênios 2021–2023 e 2027–2029), foi Presidente da Academia Nacional de Saúde das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (ANSPMCBMB) por três gestões (2015–2023) e presidiu a Sociedade dos Médicos da Ilha do Governador (SOMEI) por cinco gestões (2005–2025). É Coordenador Representante Responsável pela subsede Ilha do Governador do CREMERJ desde 2020 e Membro Titular Acadêmico da Academia Brasileira de Medicina Militar (ABMM), Cadeira Nº 72. Desde dezembro de 2022, representa a AMB na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC).
Coronel Médico CBMERJ, foi Diretor do Hospital Central Aristarcho Pessoa (2003–2007), Fundador e Diretor-Geral da 3ª Policlínica Militar de Niterói (2003) e Diretor de Saúde da Câmara Municipal do Rio de Janeiro (2009–2015). Realizou Residência em Clínica Médica no Hospital Federal de Bonsucesso (1984–1986), possui Título de Especialista em Clínica Médica (RQE 35799) e Área de Atuação em Medicina de Urgência (RQE 42079) pela SBCM/AMB. É pós-graduado em Medicina do Esporte pela PUC-Rio (RQE 4949) e em Medicina do Trabalho pela Universidade Gama Filho/ABMT (RQE 35800). Possui Curso Superior de Comando pelo CBMERJ (2002) e MBA em Gestão Estratégica de Saúde pela Universidade Estácio de Sá (2001–2002).







