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Pesquisa realizada em 2020 mostra o impacto das videoconferências na saúde mental

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Psiquiatria mostrou o impacto das videoconferências na saúde mental dos brasileiros. 56,1% dos psiquiatras associados entrevistados perceberam um aumento nas queixas dos pacientes sobre o excesso de videoconferências

O home office, ou trabalho à distância, tomou proporções maiores com o avanço da covid-19 e o isolamento social. Neste novo contexto, plataformas online de videoconferência foram as únicas saídas para a manutenção do contato social entre as pessoas e o excesso de reuniões virtuais ganhou até nome: fadiga do zoom. Com o intuito de acompanhar a saúde mental dos brasileiros neste período de pandemia, a Associação Brasileira de Psiquiatria divulga dados completos da primeira pesquisa realizada pela instituição sobre o tema.

De acordo com o levantamento junto aos psiquiatras associados da ABP, que atendem no SUS, no sistema privado e suplementar, 56,1% dos psiquiatras associados entrevistados perceberam um aumento nas queixas dos pacientes sobre o excesso de videoconferências nos últimos cinco meses, 63,3% dos entrevistados perceberam um aumento de prescrição de remédios controlados e 70,1% aumentaram as prescrições de psicoterapia para seus pacientes. A pesquisa começou em 14 de agosto e os dados apresentados são até o dia 21 de novembro.

O cuidado com a saúde mental da população deve ser abrangente e direcionado a todos para haver uma mudança de pensamento e comportamento. Como já orientado pela ABP desde março, em artigo publicado no Brazilian Journal of Psychiatry, as preocupações com a onda de consequências à saúde mental derivadas da pandemia permanecem em ascensão.

“A agenda da saúde mental é urgente e será um dos pilares para o bom enfrentamento às demais consequências trazidas pela pandemia. Ações devem ser implementadas imediatamente para que, nos próximos anos, possamos lidar com todas as mudanças, estressores e até mesmo oportunidades que possam vir a surgir. A saúde mental é a chave para enfrentarmos o cenário atual e seus desdobramentos.” – afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Estima-se que há 50 milhões de pessoas com algum tipo de doença mental no Brasil, sendo o país com o maior número de pessoas com casos de transtornos de ansiedade do mundo. São cerca de 19 milhões de casos, que correspondem a aproximadamente 9% da população. Além disso, o Brasil ocupa o 2º lugar no mundo e o 1º na América Latina em pessoas com quadros depressivos.

 

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria

 

 

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