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Apreciação crítica da obra A Criança Doente II

Descrição Técnica

Título – A Criança Doente II

Autor – Edvard Munch (1863-1944)

Ano – 1896

Técnica – óleo sobre tela

Dimensões – 121,5 x 118,5 cm

Coleção –  Museu de Belas Artes de Gotemburgo

Localização – Museu de Arte, Gotemburgo, Suecia

 

Edvard Munch nasceu em 12/12/1863, em Ådalsbruk-Noruega, e faleceu no dia 23/01/1944, em Oslo-Noruega, com 80 anos. Seu pai, Christian Munch, era médico e sua mãe, Laura Catherine, aos 33 anos de idade, faleceu vítima de tuberculose, quando sua filha, Inger Marie, a mais nova de cinco irmãos, nasceu. Na ocasião da morte de sua mãe, Munch tinha apenas cinco anos.

 De todas as doenças com as quais Munch conviveu, a que mais o marcou foi a tuberculose, pois além de sua mãe, sua irmã Johanne Sophie (1862–1877), em 1877, foi consumida pelo bacilo de Koch, aos 15 anos de idade.

As doenças moldaram sua maneira de ver o mundo e influenciaram sua evolução artística retratadas em várias telas, como: A Criança Doente (1885/86), Melancolia (1895), O Leito da Morte (1895) e O Grito (1893), considerada a obra mais importante do expressionismo e obra prima de Munch.

Munch percebeu quão devastadora e frequente era a tuberculose em sua vida. Sua infância e a adolescência foram dominadas pelo medo da morte. Mais tarde, ele expressou isso da seguinte maneira: “Na casa da família aninhavam-se a doença e a morte. Nunca superei este infortúnio que foi decisivo para a minha arte. Na mesma poltrona em que a jovem é representada na pintura, “estavam sentados os membros da família, inverno após inverno, inclinando-se para o sol antes que a morte os levasse”.

A tela “A Criança Doente” é uma série de seis pinturas,  produzidas, entre 1885 e 1926, por Munch.

Estas obras retratam sua irmã Sophie no leito de morte. Três das seis pinturas são mantidas em Oslo, as outras em: Gotemburgo, Estocolmo e Londres. Em todas elas, Munch expressa o seu sofrimento diante do falecimento de sua irmã.

No quadro, observamos Sophie, uma garota ruiva, sentada em uma poltrona, recostada em um travesseiro branco, com um cobertor cobrindo a parte inferior do corpo. Seu olhar é direcionado para uma mulher cuja cabeça está inclinada para ela, segurando sua mão, denotando profunda dor. Acredita-se ser sua tia Karen.

O enorme travesseiro no qual ela se recosta foi uma repetição dos travesseiros pintados por seu mestre Christian Krohg (1852-1925), o mais importante pintor norueguês até Munch.

Em 15 de fevereiro de 2013, passagem do 150º aniversário de nascimento de Munch, quatro selos postais noruegueses foram editados pelo o serviço postal norueguês, reproduzindo imagens das obras de Munch. Um close-up da menina foi usado no design de um dos selos.

 

Fortaleza, 04.02.2021

 

dra. ana

 

Autora: Dra. Ana Margarida Arruda Rosemberg, médica, historiadora, imortal da Academia Cearense de Medicina e conselheira do Jornal do Médico.

 

 

 

 

 

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