Qual é a fotografia que expomos para o mundo e para nós mesmos, quando estacionamos diante do espelho nosso de cada dia, e nos debruçamos nos afazeres e no pensar que nos mantém ativos, firmes, e contínuos no caminhar..?? Cada pessoa alimenta uma espécie de retrato em si, que algumas vezes, fica entusiasmaticamente belo e admirável; e noutras ocasiões, fica tocado pela dor, pelo temor que o tempo traz, ou pela dúvida que a mente faz questão de aflorar. Como fazer para modificar ou transformar a real realidade do trato do retrato e a nossa percepção, a ponto de ficarmos felizes com o que temos, pensamos, queremos, fazemos, e principalmente, com o que somos…?? O trato do retrato é um contrato consigo mesmo; para olhar-se no espelho, se transformar, e se felicitar.
O retrato de todo dia somos nós mesmos. Com as intempéries que o tempo traz, as dores que não sabemos dominar, os desprezos e amores que eventualmente fraturam ou emolduram a alma, e com todas as energias possíveis (negativas ou positivas) do nosso peregrinar. O retrato também carrega de maneira gloriosa, a bondade implícita do ser, a generosidade, o poder do amor e da solidariedade, a necessária trégua, o esteio da boa imaginação, a força da paz e da liberdade, e o colocar-se no lugar alheio. Até que ponto, ao lapidá-lo, estamos fazendo o bem para nós mesmos e para os nossos semelhantes..?? Num mundo tão carente de gentileza, aqui nesse retrato, eu retrato a leveza e a beleza da magia de bem-servir, e o poder da alegria e do amor, quando fazemos o nosso semelhante sorrir. A paz vem da mente controlada e equilibrada.
A fotografia do que somos, tambem é factivel de ser a revelação do passado tatuado no espírito; uma necessidade de compensar algo elaborado na mente sofrida e esquecida, ou relevada e considerada; e ser o reflexo do que alimentamos durante todo o nosso viver. Frequentemente ficamos ofuscados pela tríade da perda, mudança e medo. Que sejamos consagrados e resgatados por outra valiosa tríade – do amor, da alegria, e do prazer. Que o retrato nosso de cada dia tenha ciência e consciência que tudo passa, e que precisamos viver o agora, o presente, e o momento atual, com toda exuberância, plenitude, entusiasmo, paz e alegria. Que o ser traga e faça uma boa identidade e propósito para o mundo, com autotransformação e uma nobre mudança social. A vida que vale a pena ser vivida vem do instante maior, do retrato instantâneo da mais pura e profícua divina energia.







