Cicatriz da ferida da dor

Amor. Esse, é sem dúvidas, o maior remédio que devemos utilizar para curar a ferida da dor. O ser humano, em essência, nunca está totalmente preparado para enfrentar a dor que fervilha a serenidade da alma, ou que está encravada no espírito, e no passado de crenças, valores e coisas que se.enraizam na mente que não tem calma. Há entretanto, pelo fluir do tempo e dos acontecimentos, e sobretudo, pelo sublime poder e valor da vida, a necessidade de aterrizar a consciência no presente, e de buscar a plenitude do amor e da esperança que transforma qualquer dor. A certeza do poder do amor transformador é a prescriçâo mais acertada, para curar a procura que a mente desassossegada enfrenta e deseja. Onde encontrar esse amor..?? Ele está na mente que pensa, na alma sincera, na bondade desmedida, no coração esperançoso, no perdão que se espera, na oportunidade que se cria, na supremacia do Criador, na força e firmeza do fazer e do falar, na magia do aprender a perder sem se perder, no caminho do tempo, e na alegria do viver o mar do amar.

 

Todas as vezes que formos fulminados por algo que não estamos preparados para aceitar, ou que estivermos mergulhando na inquietude da rejeição, da aflição, ou da dor, aquietemos o coração e consolemos nossa mente com afago, cafuné, e no continuar com uma injeção de amor. Muitos perguntariam – como fazer isso, se a vontade de agir, de servir, de viver e de sentir, está afetada e abalada pela crosta da ferida da dor, que não cicatriza..?? O tempo urge. Despertemos. Continuemos. É no caminho que encontraremos a melhor solução. Ela está em si; ainda que a mente queira nos convencer que está na ação do outro. Todo dia é um dia novo. Evitemos nos criticar, e nos julgar, ou nos jogar no desfiladeiro da ruína e do que se duvida; pelo bem de todos, de nós mesmos, do universo, e da própria vida. Amar – Façamos a nossa parte na mudança do mundo que desejamos alcançar. O amor não acaba com o sofrimento, mas o transforma. O amor liberta, faz voar, é felicidade paciente, e gaiola aberta. Na ida de entender essa cicatriz, lembro uma reflexão de Carl Jung, quando ele disse – “Deus entra pela ferida”.

 

A alegria da mente e a paz no coração são grandes artifícios e alicerces para enfrentar qualquer pancada que deixe uma agressiva cicatriz de dor. Aliados aos frutos do amor, que tanto necessitamos zelar, sem dúvidas teremos uma melhor condição de enfrentar ou tratar a marca da alma que não se apaga fácil. Adaptar-se ao desconforto e a dor, ainda que seja algo difícil de conseguir, nos transforma na rocha da boa decisão e na fortaleza da consciência fortalecida. O amor não deve crescer na insegurança e no campo do desrespeito. O controle da mente é um generoso presente, que devemos nos oferecer. Aprimoremos o que vemos no espelho nosso de cada dia. A dor precisa trazer e ser uma lição, e aperfeiçoar nossa missão. Um remédio final dessa ferida, lembro uma reflexão de Dostoievski, para mexer na nossa vida: “se amamos, aprendemos a lidar até com a ausência do que chamamos felicidade; com o amor, mesmo quando há dor, a vida é bela”. Sejamos curados e felizes. Que o fogo do amor nos banhe pela intercessão da energia da paz, e nos “reacenda esperanças esquecidas”.

 

 

 

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