Artigo publicado na Nature em 07/07/2026, onde pesquisadores de diferentes afirmam que estudos ambiciosos vêm analisando os efeitos protetores da alimentação, dos exercícios e da socialização, com resultados surpreendentes.
Às vezes, a Dra. Kristine Yaffe ouve uma pergunta comovente de alguém em sua clínica de memória. “Eu caminho oito quilômetros por dia, não bebo e jogo bridge”, dizem eles, “então por que tenho doença de Alzheimer?”
A Dra. Yaffe, neurologista e especialista em demência da Universidade da Califórnia, acha difícil explicar que, mesmo que alguém faça tudo o que pode para reduzir o risco de demência, não há garantia de que evitará a condição.
Suas dificuldades refletem um desafio em sua área de atuação. Estudos identificaram uma lista de escolhas de estilo de vida saudáveis associadas a um risco reduzido de demência, incluindo dieta equilibrada, exercícios físicos e estimulação social e cognitiva. Pesquisas também apontaram alguns fatores menos óbvios ligados a um risco menor, como o tratamento da perda de visão e audição e, potencialmente, a vacinação contra o herpes-zóster. O problema é que é difícil determinar em que medida fazer qualquer uma ou todas essas coisas, ajuda a reduzir o risco no mundo real.
Não é por falta de tentativa. Um número crescente de ensaios clínicos ambiciosos, testou os efeitos de intervenções no estilo de vida, oferecendo às pessoas apoio intensivo para melhorar a dieta, a rotina de exercícios, as conexões sociais e a saúde do coração e do cérebro. Entre eles estão o estudo FINGER, que envolveu cerca de 2.650 participantes, testando uma reformulação do estilo de vida ao longo de dois anos na Finlândia, e o estudo POINTER, de custo multimilionário, que testou uma abordagem semelhante nos Estados Unidos. Esses e outros estudos, sugeriram que programas de estilo de vida podem melhorar o desempenho cognitivo.
No entanto, essas intervenções intensivas parecem ajudar apenas ligeiramente, um benefício equivalente a uma melhora modesta em alguns testes de memória. Nenhum estudo demonstrou reduzir a incidência de demência, e críticos argumentam, que tais programas são caros e difíceis de ampliar em escala.
Outros ensaios, incluindo desdobramentos do estudo FINGER nos Países Baixos e em 12 países da América Latina, anunciarão seus resultados este mês, e a Organização Mundial da Saúde divulgará suas novas diretrizes para a redução do risco de demência em 16 de julho. Decifrar as formas mais eficazes de reduzir riscos é importante para pesquisadores, médicos e o público em geral, especialmente porque se espera que o número de pessoas com demência em todo o mundo, aumente drasticamente nas próximas décadas.
Alguns especialistas receiam, que a implementação de intervenções no estilo de vida, não traga resultados significativos; outros argumentam, que qualquer redução no declínio cognitivo, vale o esforço. Outra preocupação é que os pesquisadores estejam enfatizando excessivamente a responsabilidade pessoal, quando muitos fatores de risco importantes, como a poluição do ar e o acesso à educação e a alimentos saudáveis, estão, em grande parte, fora do controle das pessoas. “Essa é uma questão social”, diz o Dr. Edo Richard, neurologista do Centro Médico da Universidade Radboud, em Nijmegen, nos Países Baixos. “Acho que o foco tem recaído excessivamente sobre o estilo de vida individual.”
Cálculos complexos
Espera-se que o número de pessoas com demência, da qual a doença de Alzheimer é a forma mais comum, aumente de 57 milhões em 2019k para 153 milhões até 2050, segundo o estudo Global Burden of Disease, que reúne dados sobre problemas de saúde. Em 2021, mais de 60% das pessoas com demência viviam em países de baixa e média renda, e é nesses locais que a carga da doença cresce mais rapidamente, em parte devido ao aumento da expectativa de vida.
No que diz respeito aos fatores de risco, a síntese de evidências provavelmente mais abrangente veio da Comissão da Lancet, um grupo de especialistas reunido em 2015, para avaliar pesquisas sobre a condição. “Na verdade, tornou-se a ‘bíblia’ para todo mundo”, afirma o Dr. Henry Brodaty, pesquisador da área de demência no Centre for Healthy Brain Ageing da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney, Austrália.
O relatório mais recente da comissão, publicado em 2024, listou 14 fatores de risco para a demência que, ao contrário da idade ou da genética, podem ser modificados. São eles: falta de atividade física, pressão alta (hipertensão), obesidade, diabetes, tabagismo, depressão, traumatismo cranioencefálico, poluição do ar, menor nível de escolaridade, isolamento social, perda auditiva, perda de visão não tratada, níveis elevados de colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade) e alto consumo de álcool (mais de cerca de duas garrafas de vinho por semana).
Ao calcular a proporção de casos de demência atribuíveis a cada um dos 14 fatores de risco e somá-los, o grupo estimou que 45% dos casos em todo o mundo poderiam, em teoria, ser prevenidos.
Essa estimativa ousada baseou-se em observações populacionais. Um indivíduo, que tente eliminar esses fatores, não reduzirá seu risco pessoal de demência em 45%; não há garantia de que haverá qualquer redução significativa. Além disso, a exposição a alguns desses riscos, como o sedentarismo ou o consumo de álcool, pode ter ocorrido ao longo de décadas. Não está claro, se mudanças na meia-idade, seriam capazes de reverter danos já existentes.
Além disso, evidências mostram, que é difícil mudar os hábitos de saúde das pessoas. “É difícil alterar o estilo de vida das pessoas, especialmente quando o objetivo é evitar um risco que pode estar a 20 ou 30 anos de distância”, afirma o Dr. Richard.
No entanto, nas últimas duas décadas, pesquisadores têm buscado entender, o quanto uma reformulação dos hábitos de saúde pode ajudar. Em 2009, cientistas na Finlândia iniciaram o estudo FINGER, um ensaio clínico randomizado e controlado, para verificar se um esforço intensivo para melhorar o estilo de vida, poderia reduzir o declínio cognitivo e o risco de demência. O país já possuía um histórico de estudos pioneiros de intervenção no estilo de vida, que reduziram os riscos de doenças cardiovasculares e diabetes, contando, portanto, com a experiência necessária.
Liderada por a Dra. Miia Kivipelto, geriatra clínica do Instituto Karolinska, em Estocolmo, a equipe do FINGER recrutou pessoas com idades entre 60 e 77 anos, que apresentavam alguns fatores de risco para demência (como hipertensão ou baixa escolaridade) e as alocou aleatoriamente em um grupo de intervenção ou em um grupo de controle.
Durante dois anos, o grupo de intervenção participou de uma extensa série de atividades voltadas à saúde. Nutricionistas ajudaram os participantes a melhorar a alimentação, enquanto fisioterapeutas orientaram exercícios de força e aeróbicos personalizados em academias. Eles trabalharam com psicólogos e utilizaram treinamentos computadorizados para estimular a memória e o desempenho em outras tarefas mentais, além de consultarem especialistas médicos para monitorar peso e pressão arterial. Os participantes também se beneficiaram de maior interação social, uma vez que algumas das sessões eram realizadas em grupo. Já os integrantes do grupo de controle, receberam orientações de saúde padrão e algum monitoramento de saúde.
Os pesquisadores avaliaram o impacto dessa “intervenção multidomínio no estilo de vida” sobre o desempenho dos participantes, em uma bateria padrão de testes neuropsicológicos, que avaliavam habilidades como memória e velocidade de processamento. O desfecho principal foi relatado como uma alteração no “escore Z”, que permite expressar as pontuações combinadas dos testes em unidades de desvio padrão. Um aumento de uma unidade no escore Z, significaria que a média dos participantes melhorou em um desvio padrão, um salto significativo.

As descobertas, publicadas em 2015, mostraram que, após dois anos, a variação média no escore Z do grupo de intervenção foi de 0,20, enquanto a do grupo de controle foi de 0,16. O fato de ambos os grupos terem apresentado melhora, “foi uma grande surpresa para nós”, diz a coautora do estudo, a Dra. Alina Solomon, neuroepidemiologista da Universidade do Leste da Finlândia. Isso pode ter ocorrido porque os participantes melhoraram seu desempenho nos testes cognitivos, graças à prática durante o estudo.
No entanto, isso torna a interpretação dos resultados, mais complexa. O grupo de intervenção apresentou uma melhora 0,04 maior do que o grupo de controle (25% melhor em termos relativos), o que foi estatisticamente significativo, de acordo com as análises dos pesquisadores. A equipe do FINGER destaca esse índice de 25% em seu site, juntamente com outros resultados favoráveis do estudo para o grupo de intervenção, como pequenas melhoras na velocidade de processamento e redução do risco de declínio cognitivo.
A Dra. Kivipelto afirma que, expressar a melhora como uma variação percentual relativa, é uma prática padrão na área. Ela e seus colegas reconhecem que o efeito foi pequeno em termos reais, mas ressaltam que novos medicamentos para Alzheimer, que visam a proteína beta-amiloide, também produziram apenas efeitos modestos na função cognitiva. “Em nossa área, no que diz respeito à saúde cerebral e à demência, todas as magnitudes de efeito são pequenas”, diz ela.
Contudo, alguns pesquisadores utilizam termos mais enfáticos, para descrever o efeito de 0,04 nos testes cognitivos. “Algo muito pequeno”, diz o Dr. Richard. “Minúsculo”, afirma o Dr. Hussein Yassine, pesquisador da área de nutrição e demência na Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Uma maneira de interpretar a melhora de 0,04 na função cerebral, é considerar que existe uma probabilidade de cerca de 54% de que uma pessoa escolhida aleatoriamente do grupo de intervenção, obtenha uma pontuação mais alta nos testes cognitivos, do que uma pessoa escolhida aleatoriamente do grupo de controle. Essa probabilidade seria de 50% se a intervenção não tivesse efeito algum.
Expansão do FINGERS
Uma série de outros estudos testou intervenções semelhantes, apresentando resultados variados e modestos. Em 2017, a Dra. Kivipelto criou a rede World-Wide FINGERS, que atualmente conta com equipes em 73 países. “Em grandes estudos, nos quais a intervenção é suficientemente intensiva, observamos consistentemente esses efeitos pequenos, porém significativos”, afirma a Dra. Mariagnese Barbera, coordenadora científica do estudo FINGER na Universidade do Leste da Finlândia.
Um estudo, que chamou a atenção ao ser publicado no ano passado, é o POINTER, que testou a abordagem FINGER nos Estados Unidos. Pesquisadores, incluindo a Dra. Kivipelto, alocaram aleatoriamente cerca de 2.000 pessoas com idades entre 60 e 79 anos, que apresentavam fatores de risco para demência, em um de dois grupos. Um deles recebeu uma intervenção “estruturada”: 38 encontros com especialistas ao longo de dois anos, em um programa concebido para incentivar a prática de exercícios e melhorar a alimentação, a cognição e a saúde cardiovascular. O grupo de controle recebeu uma intervenção menos intensiva e autoguiada, que incentivava mudanças no estilo de vida, mas incluía apenas seis encontros.
Mais uma vez, ambos os grupos apresentaram melhorias em uma bateria de testes cognitivos, sendo que o grupo submetido à intervenção estruturada, teve um desempenho ligeiramente superior ao do grupo que seguiu o programa de forma autônoma. Os pesquisadores compararam a variação nas pontuações do grupo de intervenção mais intensiva, com o declínio cognitivo esperado para pessoas da mesma faixa etária, estimando que a intervenção retardou o envelhecimento cognitivo em um a dois anos.
No entanto, alguns pesquisadores não estão convencidos pela estimativa da equipe do estudo POINTER, sobre o retardamento do envelhecimento cognitivo. Diante de uma diferença tão pequena entre os grupos, “outra interpretação, francamente, é que nenhuma das abordagens funcionou”, afirma a Dra. Yaffe, que conduziu o SMARRT, um estudo de intervenção personalizada com cerca de 170 participantes, o qual também registrou um efeito modesto nas pontuações cognitivas.
Passando à ação
Ainda resta saber, qual seria o impacto de programas de estilo de vida saudável, se fossem implementados em larga escala. Alguns pesquisadores ressaltam, que o estudo POINTER contou com um grupo de participantes com nível de escolaridade desproporcionalmente alto: 70% possuíam diploma universitário e 37% tinham pós-graduação. “Quase como professores universitários”, comenta o Dr. Yassine. Esse perfil pode ter dificultado a detecção de qualquer efeito da intervenção na cognição, e tornado mais complexa a generalização dos resultados. Se uma intervenção de alta intensidade, teve apenas um efeito reduzido em uma população motivada durante o estudo, “é muito improvável que se observe esse mesmo efeito”, na população em geral, observa o Dr. Richard.
Ele está atualizando, no momento, uma revisão sistemática de 2021, que compilou resultados de estudos sobre intervenções multidomínio, no estilo de vida. Essa revisão concluiu que tais programas “podem ter um pequeno efeito benéfico no funcionamento cognitivo de idosos”, mas não encontrou evidências, de que sejam capazes de prevenir a demência. O Dr. Richard não espera mudanças significativas nessa conclusão, após a inclusão de novos resultados, como os do estudo POINTER.
“O que todos querem ver”, diz a Dra. Yaffe, são dados que demonstrem se as intervenções realmente reduzem a incidência de demência. A Dra. Kivipelto aponta que questões de financiamento e logística, dificultam o rastreamento e o acompanhamento dos participantes do estudo FINGER, pelos 15 a 20 anos necessários para observar um número significativo de casos de demência. Isso significa que é improvável que o estudo FINGER tenha um número suficiente de participantes, para detectar uma diferença na incidência de demência entre os dois grupos. “Acho que não é viável”, diz ela.
Alguns pesquisadores ressaltam que, mesmo um pequeno efeito na cognição, poderia ser importante. “Alguns clínicos mais céticos, que dizem ‘bem, isso não tem relevância’, não estão pensando em uma perspectiva populacional”, afirma o Dr. Brodaty. Ele e sua equipe testaram um programa intensivo de orientação online, para pessoas entre 55 e 77 anos na Austrália. Eles observaram um efeito maior, do que o relatado em muitos dos estudos FINGER. Além disso, em junho, a equipe recebeu um financiamento governamental de 3 milhões de dólares australianos (2 milhões de dólares americanos), para oferecer uma versão do programa a cerca de 5.000 pessoas entre 45 e 79 anos, por meio de redes sociais e da atuação junto a comunidades.
A Dra. Kivipelto afirma, que o foco principal agora é a implementação: utilizar os estudos de acompanhamento, para determinar a maneira mais viável e com melhor relação custo-benefício, de aplicar uma abordagem de intervenção no estilo de vida em diferentes locais. “A ideia não é copiar e colar o protocolo FINGER”, diz ela. “Não existe uma solução única que sirva para todos.”
Potencializando os efeitos
Se mudanças radicais no estilo de vida são difíceis, o que mais pode ser feito, para reduzir o risco de demência? Uma possibilidade é combinar mudanças no estilo de vida com medicamentos. O grupo FINGER está conduzindo um estudo internacional, para verificar se um programa de estilo de vida e a metformina, um medicamento usado para controlar os níveis de glicose no sangue e tratar o diabetes tipo 2, podem prevenir o declínio cognitivo. Eles também estão interessados em combinar essas intervenções no estilo de vida com os novos medicamentos anti-amiloide-beta.
Seria possível encontrar efeitos protetores mais expressivos em outras áreas? Um conjunto de evidências sugere, que a vacina contra o herpes-zóster, que protege contra o vírus varicela-zóster, causador também da catapora, poderia reduzir o risco de demência. Pesquisadores observaram essa associação em estudos observacionais, e uma série de experimentos naturais, realizados desde 2024, reforçou essa hipótese. No entanto, também existem dúvidas sobre essa associação.
Os experimentos naturais são “elegantes”, afirma a Dra. Gill Livingston, pesquisadora da área de psiquiatria da University College London e líder da Comissão da Lancet. “Mas o efeito é grande, rápido e de curta duração demais, para que se possa atribuí-lo inteiramente à vacina”. Além disso, em junho, o epidemiologista Dr. George Davey Smith, da Universidade de Bristol (Reino Unido), relatou em uma palestra, que um experimento natural envolvendo mais de seis milhões de pessoas na Inglaterra, não demonstrou qualquer efeito sobre os diagnósticos de demência.
A Dra. Livingston e a Comissão da Lancet, recomendam um conjunto de políticas capazes de reduzir o risco de demência em nível populacional, incluindo medidas para melhorar a educação e reduzir o tabagismo, a venda de álcool, a poluição do ar e os teores de açúcar e sal nos alimentos. “Acredito que essas sejam as melhores ações baseadas em evidências, que podemos adotar”, diz a Dra. Livingston. Os pesquisadores concordam que os esforços para reduzir o risco devem começar cedo na vida, e concentrar-se nas pessoas com maior probabilidade de serem afetadas, incluindo aquelas que vivem em países de baixa e média renda, e indivíduos de estratos socioeconômicos mais baixos, em países de alta renda.
Ações em nível populacional, já podem estar surtindo efeito. Um estudo publicado em 2020 constatou, que a incidência de demência, em algumas faixas etárias da América do Norte e da Europa, caiu 13% por década, ao longo de um período de 25 anos. Isso provavelmente se deve à redução do número de fumantes, e a melhorias na educação e no tratamento da hipertensão, explica a Dra. Livingston. “Há evidências concretas de que algumas coisas podem mudar.” O número total de pessoas com demência nessas regiões continua aumentando, porque há mais idosos e, em alguns outros países, incluindo a China, a incidência está subindo.
Em nível individual, a Dra. Livingston recomenda, que as pessoas se mantenham ativas cognitiva, física e socialmente, parem de fumar e façam exames de audição, visão, pressão arterial, glicemia e colesterol, tratando-os se necessário.
O Dr. Richard incentiva seus pacientes a adotarem um estilo de vida saudável, pois há evidências de que isso pode prevenir derrames e ataques cardíacos, além de proporcionar uma sensação de bem-estar. “Isso vai impedir que você desenvolva demência? Não tenho certeza”, diz ele. “Mas, devido a todos os outros benefícios, vale a pena investir nisso.”
A Dra. Yaffe afirma, que faz todo o sentido incentivar as pessoas a reduzirem os fatores de risco conhecidos, sempre que possível. “Você pode obter um efeito benéfico para a saúde do cérebro e do coração, além de provavelmente gerar benefícios para a saúde pública”, diz ela. No entanto, ao conversar com pessoas que levaram uma vida saudável e, ainda assim, foram diagnosticadas com demência, a conversa é mais difícil. “Eu sempre digo às pessoas: ‘Existe a genética e existe o azar'”, comenta ela. “E talvez, se você não tivesse adotado esses hábitos, isso teria acontecido mais cedo.”
Link do artigo original: https://www.nature.com/articles/d41586-026-02098-z








