Reportagem: Argollo de Menezes
CEO, Editor Jornal do Médico®, Jornalista DRT-CE 1950 e Membro Honorário SOBRAMES-CE |
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A anestesia em procedimentos oftalmológicos exige uma precisão milimétrica que transcende o alívio da dor, demandando controle absoluto e sintonia total com a especialidade cirúrgica. Com uma sólida trajetória moldada por 28 anos de experiência prática e um doutorado em Ciências Médicas, a Dra. Ângela Henrique Silva Ribeiro, natural de Niterói/RJ, tornou-se uma referência em anestesia ocular de alta complexidade. Sua carreira é reflexo de uma versatilidade clínica ímpar, atuando no manejo seguro de pacientes vulneráveis que vão desde bebês prematuros a idosos centenários, além do atendimento ágil a traumas e urgências perfurantes. Em entrevista exclusiva ao Jornal do Médico®, a especialista compartilha como a empatia e o conhecimento contínuo transformam o breve contato com o paciente em confiança mútua, analisa o impacto da tecnologia médica e reforça o papel estratégico da Coopanest Rio na valorização e na educação continuada dos anestesiologistas.
Jornal do Médico®: Dra. Ângela, a anestesia em oftalmologia exige uma precisão que vai além do alívio da dor, envolvendo o controle absoluto da pressão intraocular e a imobilidade do globo ocular. Como a vasta experiência de 28 anos em um hospital especializado molda o olhar do anestesiologista para os desafios únicos dessa área, especialmente em cirurgias de alta complexidade?
Dra. Ângela: É importante para o médico anestesiologista saber além da anestesia: conhecer Clínica Médica, farmacologia e o máximo possível sobre a especialidade cirúrgica em que está trabalhando. Muitos anos de estudo e prática com cirurgiões de excelência nos tornam também um profissional de excelência.
Jornal do Médico®: Sua trajetória inclui o atendimento de pacientes desde bebês prematuros até idosos com mais de 100 anos. Quais são as principais particularidades clínicas e os cuidados redobrados necessários ao manejar a anestesia ocular em faixas etárias tão distintas e vulneráveis?
Dra. Ângela: Conhecer a patologia oftalmológica com que estamos lidando e ter treinamento em pacientes com vulnerabilidade nos tornam mais seguros na prática da anestesia. Situações especiais tornam-se um desafio a mais.
Jornal do Médico®: A senhora costuma dizer que seu trabalho busca tirar a dor e a ansiedade dos pacientes. Em procedimentos oftalmológicos, onde muitos pacientes permanecem acordados ou sob sedação leve, qual é o papel do anestesiologista no suporte emocional para garantir que o paciente se sinta seguro e colabore com o sucesso da cirurgia?
Dra. Ângela: O contato com o paciente é muito breve antes da cirurgia. Dominar a técnica anestésica e passar confiança e empatia em poucos minutos é sempre um desafio, mas é possível.
Jornal do Médico®: Em relatos de sua carreira, a senhora menciona casos de urgência impactantes, como traumas oculares perfurantes em situações de violência. Como o preparo técnico e o equilíbrio emocional do anestesiologista fazem a diferença no desfecho de cirurgias que não permitem adiamento e exigem resposta imediata?
Dra. Ângela: Só o conhecimento contorna as dificuldades e dá autoconfiança. O equilíbrio emocional se adquire com o tempo, mas é necessário. É preciso transmitir confiança ao paciente, ao cirurgião e a si mesmo.
Jornal do Médico®: Com doutorado em Ciências Médicas e uma vida dedicada à atualização acadêmica, como a senhora analisa o impacto das novas técnicas de bloqueios regionais e da monitorização moderna na redução de riscos sistêmicos durante as cirurgias oculares?
Dra. Ângela: O avanço tecnológico na anestesia permitiu o avanço de técnicas operatórias, como a cirurgia robótica. E o médico anestesiologista deve acompanhar a evolução da especialidade.
Jornal do Médico®: Considerando o cenário da saúde brasileira e a complexidade técnica exigida na saúde ocular, qual a importância da Coopanest Rio para assegurar que o trabalho do anestesiologista seja devidamente valorizado e que o profissional tenha as condições ideais para exercer sua missão com segurança e remuneração mais justa?
Dra. Ângela: A Coopanest Rio apoia o médico anestesiologista, intermediando junto aos planos de saúde uma remuneração mais justa, a negociação coletiva de honorários, incentivando a educação continuada, integrando profissionais e favorecendo a troca de experiências.