Entrevista com o novo presidente do SinMed RJ

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Entrevista com o novo presidente do SinMed RJ

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Passadas as eleições sindicais para a presidência do Sindicato dos Médicos do Estado do Rio de Janeiro, SinMed RJ, a equipe do Jornal do Médico entrevistou o presidente eleito pela chapa 2 (Médicos Unidos), Dr. Jorge Luiz do Amaral (Bigú) que falou sobre processo eleitoral, movimento sindical e os projetos a serem implementados pela gestão recém empossada no dia 28 de março.

 

Bigú graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (1976), é mestre em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ (2002) e doutor em Saúde Coletiva pela mesma Universidade (2007). Na área acadêmica, integra o corpo docente da Faculdade de Medicina Souza Marques desde 1978 e foi docente em tempo integral do curso de Medicina da Universidade Gama Filho até o ano de 2014. Também é pesquisador do projeto Crise Global – determinantes e perspectivas da formação e alocação da força de trabalho em saúde, atuando ainda no Instituto de Medicina Social-UERJ desde 2014.

Bigú é médico da Secretaria Estadual de Saúde – RJ e do Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Rio de Janeiro – IASERJ. Na área de Medicina Clínica, atua na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro desde 1976.

 

JMédico – Como foi o processo eleitoral no que se refere a formação de chapa, plataforma de campanha e a disputa propriamente dita?

Bigú – Acredito que realmente vivenciamos um verdadeiro processo. A origem data de 2013 quando o presidente
Jorge Darze insistiu em se candidatar ao SEXTO mandato consecutivo ou seja desde de 1998 . Nas eleições de 2013 apenas 222 médicos votaram. A gestão de 2013 até 2016 a diretoria do SINMEDRJ praticamente não atuou plenamente enquanto uma diretoria pois as divergências eram muitas tanto no plano da política nacional quanto da política médica com destaque pela atuação da presidência na FENAM-Federação Nacional dos Médicos. No período de 2014 e 2015 constituímos  um grupo no WhatsApp chamado 2016 e também as conversas presenciais tendo sido a primeira em 3, entre grupos de médicos (incluindo os membros da diretoria insatisfeitos com os rumos políticos do presidente). Nesta mesma época iniciamos uma BUSCA ATIVA de todos os presidentes do SINMEDRJ desde 1978  e também dos presidentes e diretores do CREMERJ e CFM  eleitos de 1983 até os dias atuais. Dessa dinâmica somou-se a participação de vários médicos na Frente Brasil Popular através de seu braço Saúde. O que UNIFICOU os diversos médicos foi a insatisfação com a atuação do SinMedRJ.

Antes da confecção da chapa o  debate levou a constituição do MOVIMENTO MÉDICOS UNIDOS.

As discussões foram realizadas na perspectiva da construção de uma chapa de oposição através de grandes discussões que convergiam na direção de um formato que pudesse  recuperar a tradição dos 89 anos do SINMEDRJ entidade ,que mesmo priorizando as lutas médicas , SEMPRE esteve inserido nos movimento dos profissionais de saúde , no movimento Sindical e fundamentalmente nos movimentos Sociais. Esta prática propiciou a incorporação das CENTRAIS SINDICAIS , docentes universitários , Parlamentares, Cientistas políticos e outros tantos profissionais  ao MOVIMENTO MÉDICOS UNIDOS o que contribuiu decisivamente na construção da chapa, na estruturação da campanha no processo de votação ou seja na vitória da chapa 2 .

Assim formou-se uma chapa vitoriosa com representação e apoio de todos os segmentos democráticos   tanto setorial quanto no geral, na luta pelo retorno do Estado Democrático de Direito.Após a vitória nosso foco será MANTER ESSE ARCO DE ALIANÇA e AMPLIA-LO assim como cumprir com TODOS os compromissos que apresentamos em NOSSA PLATAFORMA.

JMédico –  Na sua opinião, qual foi a maior motivação que determinou o resultado das eleições?

Bigú – A maior motivação foram  rejeição aos 18 anos do antigo presidente. Gestões que fizeram com que os

médicos sindicalizados se afastassem e os novos não procurassem o sindicato. Os números mostram isso. Na época áurea do SinMed, o que nós batizamos de era Chabo (saudoso Roberto Chabo, condutor das nossas lutas na época da ditadura) tínhamos em torno de 17000 sindicalizados. Nas três últimas eleições, da desastrosa era Darze, compareceram nas eleições de 2007, 591 votantes. Nas eleições de 2010, 330 votantes e nas eleições de 2013 apenas 222 médicos votaram. Significando um grande esvaziamento do nosso sindicato.

A nossa movimentação, em tempo curto, contos com poucos médicos disponíveis para militância. A campanha feita através de redes sociais, mensagens no WhatsApp, conversas e emails de colegas da turma de formatura, facebook, conseguindo arregimentar e recuperar 720 médicos para votação, com o seguinte resultado:

Chapa 2: 377 votos (51%).

Chapa 1: 299 votos (41%)

e Chapa 3: 41 votos (6%).

JMédico – Como o senhor avalia atualmente o envolvimento da Classe Médica no movimento sindical?

Bigú – A categoria estava afastada do sindicato. Os números das urnas refletem isso e mostra que iniciamos uma recuperação com os 720 votos.

Salários desvalorizados, trabalho médico precarizado, ausência do sindicato para os Acordos Coletivos dos celetistas nas empresas privadas e nas OS, ausência na luta pelo PCCS, médicos aposentados sem paridade, dentre outras mazelas da categoria completamente negligenciadas pela direção que se foi.

Nosso trabalho agora será nos debruçarmos sobre esses desafios e mazelas da categoria e estabelecer novos rumos políticos e operacionais para novos ganhos.

JMédico – Qual seria um dos maiores projetos a ser implementado pela nova gestão?

Bigú – São tantos os desafios, com tantos anos de desmandos e descasos com o sindicato posso citar alguns:

1- PLANO ESTRUTURAL (ESTATUTOS)

Delimitar mandato de Presidente e diretores em, no máximo 2 períodos de 3 anos (6 anos completos) no mesmo Cargo. Existem opiniões de limitar apenas uma gestão.

2- PLANO ORGANIZACIONAL- POLÍTICA SINDICAL

A-  Criar uma Ouvidoria Geral.

B- Lutar por piso salarial.

C- Exigir condições dignas de trabalho.

D- Encampar a luta dos médicos contra a exploração e o desrespeito das operadoras de planos de saúde.

E- Restabelecer a assinatura dos Acordos Coletivos dos Médicos empregados sob o regime CLT nas empresas privadas e nas OS.

F- Reaproximar o sindicato das lutas dos estudantes e professores junto às escolas médicas por uma formação de qualidade.

G- Luta dos aposentados e pensionistas

H- OUTROS TANTOS

3– PLANO  PATRIMONIAL

RECUPERAR o prédio do sindicato que está completamente degradado, para não dizer caindo aos pedaços.

JMédico – O Estado do Rio de Janeiro sempre foi um dos maiores centros de referência em saúde, especialmente Medicina, porém nos últimos tempos o mesmo vem passando por momentos difíceis. Como o Sindicato pretende atuar em colaborar na mudança deste panorama?

Bigú – Participando da luta pelo retorno ao Estado Democrático de Direito. Na luta contra os  desmandos e a falência do atual governo do Estado do Rio de Janeiro. Defesa da UERJ e de seu Hospital Universitário Pedro Ernesto. Participação em todos movimentos e fóruns de discussão em defesa do SUS no município e no estado do Rio de Janeiro. Retomando a participação nos Conselhos de Saúde e nas Sociedades Médicas.

JMédico – Deixamos esse espaço livre para suas considerações.

Bigú – No plano específico, além do que a nova diretoria, e eu como presidente, farei uma luta constante contra o personalismo ou seja uma presidência que SEMPRE expressará a POSIÇÃO do conjunto da DIRETORIA, dos fóruns deliberativos (Assembleias Gerais e nos locais de trabalho).

Entendo que o momento é bastante difícil. Reconstruir um sindicato ou melhor construir um novo sindicato. Sindicato moderno e democrático no bojo da luta contra a reforma da previdência e trabalhista, como também a ameaça do término da contribuição sindical e toda uma gama de desafios.

Entendo que devemos fortalecer todos os espaços de discussão democrática que garanta democracia, garantia do voto popular e da soberania no plano geral.

O retorno do SINMEDRJ ao noticiário TERÁ outra roupagem ou seja cada diretor envolvido com o assunto será o porta voz da entidade procurando sempre estar respaldado em dado corretos e nunca sem ter consultados os segmentos envolvidos.

Agindo assim  retomaremos  a presença política do nosso Sindicato dos Médicos do Município do Rio de Janeiro nas lutas específicas da categoria, bem como na luta no campo econômico, político e social do nosso município.

Vida que segue.

 

RELAÇÃO DA NOVA DIRETORIA DO SINMEDRJ


Presidente: Jorge Luiz do Amaral (Bigú)

Vice- Presidente: Leôncio Feitosa

Secretário-Geral: Lauro Diniz

1º Tesoureiro: Tomaz da Costa Pinheiro

2º Tesoureiro: Monica Jung

Secretarias:

Comunicação Social e Divulgação: Pedro Gabriel Delgado, Eleny Guimarães Teixeira, Eraldo Bulhões

Assuntos Jurídicos: Marcio Boia, Franklin Rubinstein, Sonia Chaves

Administração e Patrimônio: Joyce Cantoni, Katia Caldeira Pires, Roberto Parada

Formação e Relações Sindicais: Nayá Puertas, Rodrigo Oliveira, Rosa Domeni

Trabalhistas e Negociações Coletivas: Ana Marta Santos, Isabela Freitas, Silvio Santana

Formação Profissional e Educação Médica Continuada: Rosalie Correa, Alexandre Telles, Francisco Oliveira (Chicão)

Conselho Fiscal:

Efetivo: Hector Quiroga, Harold Martinelli, Roberto Portes.

Suplente: Nadia Christino, Daniela Leite, Denise Silveira.

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Redação JMédico
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Equipe de Reportagem Jornal do Médico | Canal de Comunicação sobre Medicina, Direito & Saúde | E-mail: redacao@argollomarketing.com.br