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Dia Internacional do Combate à Tuberculose, um trabalho humanizado e escolha de vida

Nesta sexta, 24 de março, é lembrado em todo o mundo o Dia Internacional do Combate à Tuberculose, a data surgiu em homenagem ao médico Robert Koch, que descreveu, em 1876, o ciclo vital do bacilo do antrax, demonstrando pela primeira vez que um microorganismo específico era a causa de uma enfermidade determinada. Em 1881, descobriu  o bacilo da tuberculose, mas só o apresentou à comunidade científica no dia 24 de março de 1882.
A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).
No Ceará entre janeiro e setembro de 2016 foram registrados 2.292 casos já confirmados, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Ceará, 254 ocorrências por mês e 45 óbitos.
Já existe um trabalho sendo realizado para controlar uma nova ascensão da doença no estado, e o Jornal do Médico conversou com a Dra. Ana Margarida Rosemberg, formada pela UFC e especialista em tisio-pneumologia e tuberculose, ela que atua diretamente no combate e prevenção da doença. Ao lembrar deste dia, a médica revelou que escolheu trabalhar na área de Tisiologia quando estava no 5º ano do curso de medicina foi fortemente influenciada por outro médico, o Prof. Dr. Mário Rigatto, um médico tisiólogo do Rio Grande do Sul que veio ministrar cursos e conferências com temas relacionados ao tabagismo, tuberculose e demais doenças pulmonares para os acadêmicos de medicina da UFC.

Dra. Ana Margaria Rosemberg


A profissional dedica toda uma carreira a ajudar as outras pessoas e confessa que a profissão e a atuação especificamente nesta área modificou sua vida. “Conviver com os pacientes tuberculosos, muitos em fase terminal da doença, me deu consciência do sofrimento que a doença havia causado para a humanidade. O contato com o sofrimento dos tuberculosos contribuiu para a minha consciência política e me fez iniciar uma luta para a transformação da humanidade. A tuberculose me fez sonhar com um Mundo mais humano e justo” declara.
Ela também destaca que o trabalho no enfrentamento da doença tem que ser persistente e constante, sabendo da escolha de muitos outros médicos pela área de tísio-pneumologia, a médica deixa um recado “A batalha contra o bacilo de Koch ainda não foi ganha, pois, apesar da drástica queda da mortalidade, a morbidade persiste. O bacilo de Koch criou resistência e continua fazendo suas vítimas, principalmente nos países pobres, onde grassa a FOME. É preciso, portanto,  lutar também para erradicar a fome no Mundo” pontuou.
 

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