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Mordida de cachorro exige atenção

É comum animais de estimação ajudarem no tratamento de patologias com relações psicológicas, como a depressão. Mas um cachorro que não recebe cuidados relativos à saúde e higiene pode apresentar riscos à saúde dos donos e outras pessoas. A mordida do animal pode causar, além do incômodo da lesão deixada pelo cão no corpo da pessoa mordida, complicações mais graves caso não tratada.
Seja para proteger sua comida ou para defender seu território ou filhotes, segundo a World Animal Protection, os cães não mordem sem motivos. Outras causas comuns que levam o animal a morder são quando ele está sentindo dor, quando tem fobias adquiridas ainda filhote ou quando não tiver sido socializado.
A boca de um cachorro pode conter uma flora bacteriana com mais de 60 gêneros de bactérias diferentes, o que facilita o desenvolvimento de infecções bacterianas das feridas causadas por sua mordida. Estudo nos Estados Unidos revelou que das 4,5 milhões de mordidas anuais que a população ianque sofre, cerca de 20% evoluem com infecção da ferida. No Brasil, não há estatísticas confiáveis sobre o tema.
As chances de infecção em lesões causadas na pele, músculos, vasos, nervos e/ou tendões de pessoas mordidas por cachorros são diretamente proporcionais ao tamanho e força do maxilar desses animais, porque aumentam ou diminuem a possibilidade de exposição do corpo da pessoa mordida com as bactérias da boca do cachorro.
Atualmente as doenças causadas por bactérias são as que mais preocupam as pessoas mordidas por cachorros. Antes, uma doença viral específica transmitida via saliva do cão causava temor na população: a raiva, que tem taxa de mortalidade de quase 100%. Mas as chances de uma pessoa desenvolver raiva em decorrência da mordida do animal no Brasil estão reduzidas, pois o país é exemplo de erradicação da raiva humana e animal no mundo, de acordo com a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, na sigla em inglês).
A mais recente Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) diz que existem no país 52,2 milhões de cachorros, número maior que o de crianças de até 14 anos, que é de 44,9 milhões. Segundo a mesma fonte, um quarto dos animais domésticos nos lares brasileiros não havia sido vacinado contra a raiva durante o período de pesquisa.
Quem for mordido por cachorro deve limpar vigorosamente a área ferida com água e sabão ao menos por 5 minutos. Se houver sangramento, o local deve ser comprimido para até que a hemorragia seja estacada. O tratamento com antibiótico está indicado em todos os casos que houver suspeita de infecção da ferida.
 
Com informações do MD.Saúde e G1.
 
 

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