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ARTIGO: Reprodução Humana e o sonho da maternidade

Homens e mulheres possuem as mesmas propensões à subfertilidade, no entanto, em pleno século XXI, a mulher ainda é estigmatizada e quase sempre culpada quando o casal não consegue procriar. O que é totalmente injusto, uma vez que a responsabilidade de gerar é dos dois. Dito isto, a avaliação de um possível problema de fertilidade deve ser realizada em ambos, para que a causa seja encontrada e tratada com mais rapidez e assertividade.

 

A dificuldade não pode ser o motivo da desistência de um sonho, o mesmo vale para a pandemia. É compreensível a frustração dos casais que tiveram que interromper ou mesmo adiar o tratamento por causa da Covid-19. Porém, valerá à pena quando a realização do sonho for concretizada. E com os avanços da medicina reprodutiva assistida, a maioria dos casos de subfertilidade tem solução.

 

Um questionamento recorrente na vida dos tentantes é sobre o momento certo de procurar um especialista em reprodução humana. Minha orientação é que após um ano de relações sexuais regulares sem uso de métodos contraceptivos com a ausência de gravidez, seja o momento ideal de procurar um especialista para realizar uma avaliação adequada. Não obstante, há situações específicas em que esse intervalo de tempo deve ser menor, a exemplo, quando a mulher possui 35 anos ou mais, nesse caso, esse tempo de tentativa por método espontâneo deve ser abreviado para seis meses.

 

Casais com alterações reprodutivas prévias também são orientados a encurtar o prazo, como no caso de síndrome dos ovários policísticos (SOP), menstruações irregulares, infecção pélvica, gestão ectópica anterior, laqueadura tubária ou vasectomia, e endometriose, doença que pode atingir até 30 a 40% das mulheres inférteis.

 

A infertilidade atinge cerca de 15 a 20% da população mundial. No Brasil, a condição afeta oito milhões de pessoas. Esse número disponibilizado pela Organização Mundial de Saúde – OMS revela ainda, que um em cada cinco casais tem problemas para conceber, precisando de auxílio de um especialista em reprodução humana assistida.

 

No entanto, diante desses dados, tivemos muitos avanços na área da medicina reprodutiva assistida, tratamentos eficientes que aumentam significativamente as chances do casal engravidar. Técnicas como fertilização in vitro (FIV), e procedimentos adicionais como congelamento de embriões, congelamentos de óvulos e a análise genética dos embriões, tem permitido excelentes chances de gravidez aos casais com dificuldade reprodutiva. É a ciência, avançando sempre em prol da vida.

 

Sobre o Dr. Fábio Eugênio

O Dr. Fábio Eugênio é especialista em reprodução humana assistida, atuante há mais de 20 anos nesta especialidade. É Mestre em Tocoginecologia (UFC), Fellow clínico em Medicina Reprodutiva (Universidade de Roma-Itália), Fundador e Diretor da Clínica Medicina Reprodutiva Doutor Fábio Eugênio, e Diretor Clínico do Centro de Medicina Reprodutiva BIOS. Membro atual da diretoria da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), American Society of Reproductive Medicine (EUA), e membro e ex-presidente seção Ceará da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH). Participou da equipe do primeiro bebê de proveta de Fortaleza e é considerado uma das grandes referências nacionais na especialidade, ministrando, inclusive, aulas e palestras pelo Brasil.

 

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